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Mercados: Bovespa tem quarto pregão seguido de baixa; perda acumula no mês bate 12%

SÃO PAULO - Mesmo com Petrobras e Vale operando perto da estabilidade e os ativos relacionados ao mercado interno em alta, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu se sustentar em território positivo. Ao final da sexta-feira, o Ibovespa apontava 57.199 pontos, queda de 0,41%. O giro financeiro de R$ 4,98 bilhões foi o menor em oito sessões.

Valor Online |

Com mais um dia de baixa, o quarto consecutivo, o Ibovespa confirma posição no bear market, perdendo 22,20% desde a máxima atingida em 20 de maio, aos 73.516 pontos. O bear market, ou mercado pessimista, é caracterizado quando o índice de ações cai mais de 20% desde sua máxima recente.

O indicador encerrou a semana com recuo de 4,65%. Em julho, a queda acumula está em 12,02%, e no ano a desvalorização e de 10,47%.

Em Wall Street, o Dow Jones teve um pregão errático apesar de dados positivos sobre a economia e a baixa no preço do petróleo. No fim do dia, o índice das 30 ações mais negociadas na NY apontava alta de 0,19%. Já o Nasdaq ganhou 1,33%.

Segundo o analista de investimento da SLW Corretora, Pedro Galdi, a Bovespa teve mais um dia complicado e de muita volatilidade. O pregão começou com forte pressão vendedora indicando a continuidade do massacre de ontem, mas o cenário externo relativamente tranqüilo segurou as vendas e puxou o índice para o território positivo em alguns momentos do dia.

Galdi lembra também que apesar dos preços atrativos o momento não é propício para as compras. Essa instabilidade segue até que se tenha uma noção mais clara sobre o cenário externo e sobre como está o humor do investidor lá fora.

Por ora, o estrangeiro segue na venda. Até o dia 22 de julho, o não residente já tinha sacado R$ 6,5 bilhões na Bovespa. Com isso, o saldo de negociação direta fica negativo em R$ 13,2 bilhões em 2008.

Para a semana que vem, o prognóstico não é dos melhores. Galdi lembra que a agenda reserva importantes indicadores sobre a economia norte-americana e que estamos no meio da temporada de balanços trimestrais.

A última semana de julho reserva ainda a preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e os dados sobre o mercado de trabalho. A semana também antecede a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que dia 5 de agosto apresenta sua decisão de política monetária.

Depois de cair 2,6%, o papel PN da Petrobras encerrou estável a R$ 34,50. O papel PNA da Vale também recuperou parte das perda do dia, mas ainda assim fechou com baixa de 0,05%, aos R$ 37,98.

Queda acentuada para as siderúrgicas, puxadas pela Usiminas ON, que caiu 5,19%, para R$ 60,20. Com terceiro maior volume do dia CSN ON recuou 1,5%, para R$ 56,35, e Gerdau PN cedeu 2,26%, para R$ 30,15. Os bancos também caíram: Itaú PN recuou 2,43%, para R$ 32,10, e Bradesco PN teve queda de 1,52%, para R$ 32,35.

O destaque do pregão ficou com as aéreas e outras empresas ligadas ao mercado interno, já que a queda do petróleo reduz custos e melhora a perspectiva para inflação. TAM PN fechou com alta de 4,86%, para R$ 34,50, e Gol PN subiu 3,82%, para R$ 17,12. As varejistas Lojas Renner e Lojas Americanas subiram 4,20% e 4,35%, respectivamente, para R$ 31,99 e R$ 11,50.

Fora do índice, destaque para as ações da MMX Mineração, que fecharam com alta de 5,58%, para R$ 43,50. Na segunda-feira, parte do patrimônio da companhia será cindido e alocado em outras duas empresas, a IronX e LLX Logística, com parte da venda dos ativos da MMX para a Anglo American. Os acionistas da MMX receberão ações das companhias.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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