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Mercados: Bovespa tem quarto dia de baixa e perde os 34 mil pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou o quarto pregão consecutivo de baixa e perdeu o patamar dos 34 mil pontos. Ao final da quarta-feira, o Ibovespa apontava queda de 2,02%, aos 33.

Valor Online |

404 pontos, menor pontuação desde 28 de outubro. O giro foi bastante reduzido, de R$ 2,89 bilhões, o mais baixo desde 1º de setembro. Na semana, o índice já perdeu 6,66%.

Mais uma vez a cena externa ditou o rumo dos negócios por aqui. Em Wall Street, além de mais uma rodada de dados econômicos pouco animadores, os investidores receberam a ata da reunião de outubro do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, que confirmou algo que já se suspeitava. Na ata de sua reunião de outubro, a autoridade monetária diz esperar que a contração econômica nos EUA dure ao menos um ano, podendo se estender um pouco mais.

Segundo o economista-chefe da Gradual Corretora, Pedro Paulo Silveira, os agentes estão efetivamente aceitando a hipótese de que a economia irá desacelerar mais e por um período de tempo maior do que se esperava. "E isso não tem endereço, não é só nos Estados Unidos, é globalmente, inclusive para os emergentes."
A grande dificuldade é saber até quando esse período de contração vai. Segundo Silveira, pelos indicadores que vem sendo apresentados, ainda não dá para afirmar que chegamos "ao fundo" desse movimento. Portanto os agentes começam a refazer suas expectativas. Tal raciocínio é valido não só para a Bolsa, mas também para o dólar e outros ativos.

No caso das ações, o preço é jogado para baixo, não só pela incerteza, mas também pela expectativa de menor produção e lucro.

Dentro do Ibovespa, as perdas foram lideras pelo papel PN da Petrobras, que caiu 3,89%, para R$ 18,50. Vale PNA cedeu 2,76%, encerrando a R$ 22,50. Os bancos voltaram a perder valor, com a ação PN do Itaú se desvalorizando 5,21%, para R$ 22,56. Bradesco PN cedeu 2,45%, para R$ 21,46.

As siderúrgicas também caíram forte, depois que relatórios externos apontaram que a queda na demanda por aço pode se arrastar durante todo o ano de 2009. Usiminas PNA caiu 5,71%, e agora vale R$ 20,13. Gerdau PN perdeu 6,53%, para R$ 12,15. Destoando, CSN ON subiu 0,59%, para R$ 22,12.

À parte da instabilidade pelo terceiro pregão seguido, elétricas e operadoras de telecom avançaram. Segundo Silveira esses são setores defensivos, pois têm uma demanda mais inelástica ao nível de atividade.

O papel PN da Cteep ganhou 6,09%, valendo R$ 46,79. Telemar PN subiu 5,92%, para R$ 28,07. Celesc PNB teve alta de 4,01%, fechando a R$ 35,00. Mas o destaque ficou com a ação PN da Gol, que encerrou negociada a R$ 9,18, com valorização de 8,0%.

Fora do índice, bom volume e alta de 6,39%, para o papel ON da operadora de telecom GVT, que vale R$ 24,45. Em direção contrária, a ação ON da Multiplan perdeu 6,52%, para R$ 8,60.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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