Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa tem novo dia de baixa e perde os 60 mil pontos

SÃO PAULO - O bom desempenho das ações da Petrobras e dos bancos não foi suficiente para segurar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em território positivo. Depois de subir quase 2%, o Ibovespa encerrou o dia com perda de 0,20%, aos 59.988 pontos. O giro financeiro foi baixo, R$ 5,19 bilhões, ainda mais se comprado aos R$ 8,29 bilhões da quinta-feira.

Valor Online |

Na semana, o indicador acumulou perda de 0,26%. No mês, a baixa da é de 7,73%. E em 2008, a bolsa contabiliza queda de 6,10%.

O assessor de renda variável da Omar Camargo Corretora, Wilson Paese, lembra que o Ibovespa não sustentou os ganhos apesar da melhora de humor observada m Nova York. No final do pregão, o Dow Jones apontava alta de 0,44%, depois ficar próximo da estabilidade durante todo o pregão. Já o Nasdaq caiu 1,28%, refletindo resultados trimestrais abaixo do esperado do Google e da Microsoft.

O efeito da melhora na recomendação dada às ações brasileiras pelo Morgan Stanley também foi pouco duradouro. Em relatório, o banco elevou os ativos brasileiros para acima da média, ou overweight, citando a perspectiva positiva para os lucros corporativos.

Pelo segundo dia, o destaque do pregão ficou com as ações da Vale do Rio Doce. O ativo PNA girou mais de R$ 900 milhões, liderando o volume de negócios dentro do índice. O papel tentou subir, mas no final do dia valia R$ 40,16, baixa de 0,34%.

De acordo com Paese, quando a ação PNA da mineradora se aproximou das máximas do dia, a R$ 41,50, houve forte pressão de venda, com aqueles investidores que compraram o papel a R$ 39,90 na oferta desmanchando suas posições.

Com o terceiro maior volume do dia, Vale ON caiu 1,13%, para R$ 46,01. As novas ações de emissão da companhia, que levantou mais de R$ 18 bilhões com a distribuição, começaram a ser negociadas hoje.

Ainda de acordo com o especialista, ainda não é possível vislumbrar um cenário mais estável para a Bovespa. De acordo com Paese, a inflação continua preocupando nos mercados desenvolvidos e cresce a expectativa de elevação na taxa de juros norte-americana. Com isso, o preço das commodities, que já passa por correção, pode cair ainda mais, prejudicando as perspectivas para as principais ações que compõem o Ibovespa.

A instabilidade na sessão de hoje também foi garantida pelo vencimento de opções sobre ações que acontecerá na segunda-feira.

O destaque do pregão fica com os bancos, que seguiram alinhados à melhora de humor externo com o setor. A ação PN do Bradesco fechou com alta de 3,49%, aos R$ 34,67. Em três dias o papel ganhou 11,33%. Itaú PN também teve forte alta com bom volume negociado, avançando 3,06%, para R$ 34,59. Desde quarta-feira, o ativo subiu 13,80%. Ainda no setor, as units do Unibanco fecharam com alta de 3,09%, a R$ 20,99, e Banco do Brasil ON subiu 1,38%, para R$ 24,95.

Bom desempenho também para a Petrobras PN. Mas o ganho de 1,05%, para R$ 38,20, faz pouca frente à queda de 5,91% acumulada na semana. Dentro do setor de petróleo, mas fora do Ibovespa, a ação ON da OGX caiu 5,18%, para R$ 640. Com isso, o papel acumula baixa de 21% na semana. Desde o lançamento, em 13 de junho, o ativo da petrolífera de Eike Batista já perdeu 43%.

Ainda dentro do índice, Rossi Residencial ON caiu 6,78%, para R$ 11,40. Souza Cruz PN cedeu 4,30%, para R$ 43,34, e Cyrela ON se desvalorizou 4,11%, para R$ 20,50. Gafisa ON, JBS ON, Lojas Renner ON, Duratex PN, Klabin PN, AmBev PN, TIM PN, Telemar PN e Bradespar PN perderam mais de 3% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG