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Mercados: Bovespa tem forte baixa em mais um pregão de poucos negócios

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana apontando para baixo em mais um pregão marcado pelo limitado volume de negócios. Com perdas acentuadas para as ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas, o Ibovespa encerrou o dia com baixa de 2,46%, aos 54.477 pontos. O giro financeiro somou apenas R$ 2,58 bilhões, o menor desde 26 de maio, quando um feriado nos EUA limitou os negócios a R$ 2,6 bilhões. Na sexta-feira, o volume já tinha sido reduzido, ficando em R$ 3,37 bilhões.

Valor Online |

O dia também foi de perda acentuada em Wall Street, com os investidores embolsando os ganhos acumulados nas últimas três sessões. As vendas foram estimuladas pelas preocupações com o setor financeiro e pela leve alta no preço do petróleo. Ao final do dia, o Dow Jones apontava queda de 2,08%. A bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 2,03%.

Na avaliação da sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, o mercado brasileiro não escapa da piora de sentimento externo, onde crescem os rumores de que algum grande banco norte-americano pode pedir falência.

Não bastasse a insegurança causada pela crise financeira, as ações também são prejudicadas pela desvalorização no preço de algumas matérias-primas.

O que temos ouvido é que a crise norte-americana está longe de acabar. Além disso, a situação na Europa também vem piorando, resume a especialista.

Partindo dessas premissas, Patrícia acredita que não é possível visualizar nenhuma melhora de cenário no curto prazo e, com isso, o investidor estrangeiro deve continuar saindo da Bovespa. Cabe lembrar que até o dia 20 de agosto, o saldo de negociação direta dos não residentes estava negativo em R$ 2 bilhões.

Para Patrícia o que pode dar algum ânimo ao mercado é o esperado pacote de estimulo econômico na China. O governo quer reativar o crescimento que perdeu ritmo durante as Olimpíadas, quando foi promovido um rearranjo da produção, fechando ou mudando fábricas de local para conter a poluição e organizar as cidades para os jogos.

Puxando as perdas, a ação PN da Petrobras fechou o dia com baixa de 4,19%, aos R$ 33,81. Segundo Patrícia, além de o papel sofrer pela falta de fluxo de recursos estrangeiros e pela indefinição quanto ao preço do petróleo, o governo ainda joga contra, dando declarações e sinalizações desencontradas sobre a administração das reservas do pré-sal. As notícias mais recentes apontam que o governo poderia tomar de volta concessões já dadas e aumentar os royalties que incidem sobre a produção.

Baixa acentuada também para os ativos PNA da Vale, que perderam 2,54%, para R$ 37,13. Entre as siderúrgicas, queda de 3,74%, para o papel ON da
CSN, que fechou a 53,41. Gerdau PN caiu 3,06%, para R$ 28,80.

Na ponta compradora, a ação PN da Duratex ganhou 4,28%, para R$ 26,79, dando continuidade a uma alta de 7,48% registrada na sexta-feira, depois que o UBS fez comentários positivos sobre a empresa e disse, em relatório, que os papéis estavam baratos.

O mesmo UBS também fez comentários positivos sobre a Gol e elevou a recomendação do papel. Com isso, o ativo PN da aérea subiu 1,41%, para R$ 14,30. A ação PN da companheira de setor TAM ganhou 1,90%, para R$ 32,60.

Fora do Ibovespa, os Brazilian Depositary Receipts (BRDs - instrumento que permite que empresas estrangeiras tenham ações negociadas no Brasil) da trading agrícola Agrenco e da controladora da Parmalat, a Laep, lideraram as perdas.

O BDR da Agrenco cedeu 15,15%, para R$ 0,84, depois de que a companhia admitiu que pode entrar em recuperação judicial. Já os papéis da Laep caíram 17,36%, para R$ 1,19.

Com um volume financeiro mais expressivo, o ativo ON da OGX Petróleo recuou 7,61%, para R$ 570,00. Baixa também para a ação ON da SLC Agrícola, que recuou 6,31%, para R$ 23,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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