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Mercados: Bovespa tem alta na sexta-feira, mas queda na semana fica em 7,7%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerra a sexta-feira em território positivo, mas o ganho de 0,16% apresentado pelo Ibovespa não alivia nem um pouco a queda de 7,7% acumulada na semana. Tal resultado semanal é o pior desde a segunda semana de agosto de 2007, quando a crise subprime estava em sua fase mais aguda.

Valor Online |

Depois de oscilar menos de mil pontos entre a mínima e a máxima, o Ibovespa fechou o dia apontando 59.365 pontos. O giro financeiro somou R$ 2,81 bilhões, o menor desde o dia 26 de maio, quando também foi feriado em Wall Street.

Hoje foi um dia chocho. Com o feriado nos EUA, ocorreu uma redução da liquidez e a bolsa ficou andando de lado, variando dentro de uma faixa pequena, resume o analista de investimentos da Spinelli Corretora, Max Bueno, que afirma que o desempenho do índice só não foi melhor porque as siderúrgicas continuaram perdendo valor.

Avaliando o comportamento recente da bolsa, o analista aponta que a correção acumulada pelo Ibovespa já chega a 21% desde as máximas. Correções tidas como normais estão entre 15% e 20%. Os indicadores técnicos estão esgotados e sugerem uma recuperação, ainda que intermediária.

Segundo o especialista, o que pode motivar uma recuperação no preço das ações é a temporada de balanços das empresas brasileiras. Para se posicionar agora, o risco de perda está minimizado e o espaço para ganhos é maior.

Bueno também lembra que a deterioração de cenário está muito mais concentrada no mercado externo. Para ele, embora a inflação seja um fenômeno mundial, os fundamentos dos emergentes seguem sólidos em termos de crescimento. Nos EUA começa a se falar em estagflação e na Europa o crescimento também é mais fraco. Os emergentes aparecem com oportunidade de rendimento melhor.

Segundo Bueno, a expectativa daqui para frente passa a ser os resultados das empresas do setor financeiro nos Estados Unidos, que ainda estão às voltas com a crise do crédito subprime.

A agenda da semana que vem é pouco relevante, com destaque para indicadores do setor imobiliário e o preço de importação nos EUA.

Em última análise, muito mais do que o cenário de curtíssimo prazo, o que prevalece para as ações é o resultado das empresas e eles seguem bastante saudáveis.

Dentro do índice, Petrobras e Vale garantiram os ganhos do dia. O papel PN da estatal subiu 1,52%, para R$ 43,20, e a ação PNA da mineradora ganhou 1,17%, para R$ 43,21.

Bom desempenho também para os bancos, com Itaú PN subindo 1,19%, para R$ 31,28. Banco do Brasil ON ganhou 0,76%, para R$ 23,80, e com desempenho mais tímido, mas com maior volume, Bradesco PN avançou 0,03%, para R$ 31,31.

Impedindo uma valorização mais expressiva do Ibovespa, Gerdau PN caiu 2,91%, para R$ 33,00, com o terceiro maior volume do dia. Usiminas PN perdeu 1,75%, para R$ 67,00, e CSN ON desvalorizou 0,11%, para R$ 59,91.

Na ponta vendedora, as aéreas continuam caindo. O setor é bastante prejudicado pela constante alta do petróleo, que pressiona as margens de lucro ao aumentar os custos com combustíveis. Ainda hoje, a Gol apresentou estatísticas de vôo pouco animadoras, com menor taxa de ocupação no comparativo anual. O papel PN perdeu 6,19%, para R$ 13,79, maior queda dentro do índice. A ação PN da companheira de setor, a TAM, cedeu 3,11%, para R$ 24,60.

Fora do Ibovespa, os BDRs da Laep, que controla a Parmalat, tiveram mais um dia de recuperação. Depois de subir 14% ontem, o recebível da companhia ganhou mais 16,95%, para R$ 2,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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