Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa subiu e dólar recuou pela 1ª vez em 7 sessões

SÃO PAULO - A semana chegou ao meio com forte instabilidade nos mercados brasileiros. O binômio dólar/commodities seguiu determinando o rumo dos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), no câmbio e no mercado de juros futuros.

Valor Online |

Dados fracos sobre a economia norte-americana, como menores vendas no varejo e alta no preço de importação, aliados à continuidade dos problemas no setor financeiro deram uma pausa na seqüência de valorização do dólar ante o euro e de queda no preço das matérias-primas, mais notadamente o petróleo, que teve o primeiro pregão de alta em quatro dias.

Tal quadro, confirmado no período da tarde, ajudou a promover um leve aumento na Bovespa e a queda no preço do dólar, que subia por sete dias seguidos frente o real. Preso entre o recuo do câmbio e o petróleo alto, os juros futuros seguiram ajustando para cima, mas dentro de um ambiente de pouca liquidez.

Na Bovespa, além das indicações externas, o vencimento do Ibovespa futuro também movimentou a sessão. O exercício movimentou R$ 3,25 bilhões, tudo em opções de venda, elevando o giro total do pregão para R$ 13,02 bilhões.

As ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas passaram por recuperação, mas o restante do mercado seguiu em baixa. Com isso, o Ibovespa fechou o dia com leve acréscimo, de 0,13%, aos 54.573 pontos, marcando a primeira alta em quatro sessões.

No câmbio, a moeda seguiu a trajetória externa e passou por ajuste ante o real, mas a visão que persiste é de que o dólar deve continuar ganhando valor no mundo todo conforme se confirma que as economias na Europa e Ásia perdem força. Outro vetor é a expectativa de elevação na taxa de juros norte-americana, ponto de discórdia entre os economistas e analistas, que divergem sobre a necessidade de alta de juros dada à fragilidade da economia norte-americana.

Depois de bater R$ 1,631 na máxima, o dólar comercial fechou negociado a R$ 1,613 na compra e 1,615 na venda, queda de 0,61%. No mês, a alta acumulada ainda está em 3,32%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda declinou 0,71% nesta quarta-feira, para R$ 1,6135. O volume financeiro somou US$ 332,75.

Os juros futuros ficaram entre seguir a queda do dólar ou a alta no petróleo, algo sinalizado pela volatilidade do vencimento janeiro de 2010, o mais líquido, nos instantes finais de negociação.

Alguns agentes não acreditam que o dólar já seja uma ameaça para a inflação, e tomam a queda das commodities com tom positivo para a inflação, apesar do impacto negativo sobre a balança comercial. Outros também acreditam que os juros estão sem rumo definido, com a formação da taxa refletindo operações de tesouraria e a saída de investidores estrangeiros da renda fixa.

Ao final do pregão na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,01 ponto, a 14,75% ao ano, depois de bater 14,83% na máxima. O vencimento janeiro 2011 avançou 0,03 ponto, para 14,48%, e janeiro 2012 ganhou 0,04 ponto, para 14,20%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para setembro de 2008 perdeu 0,01 ponto, para 12,84%. Outubro de 2008 fechou estável a 13,12%. Novembro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,33%, e o DI para janeiro de 2009 aumentou 0,02 ponto, para 13,76% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 376.715 contratos, equivalentes a R$ 31,01 bilhões (US$ 19,27 bilhões), montante 15% menor que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 203.005 contratos, equivalentes a R$ 16,76 bilhões (US$ 10,37 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG