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Mercados: Bovespa subiu e dólar caiu na 6ª-feira, mas semana foi ruim

SÃO PAULO - A sexta-feira foi mais um dia de extremada volatilidade para os mercados brasileiros. O acentuado pessimismo de um dia antes perdurou por grande parte da jornada, avalizado pelo fraco desempenho do mercado de trabalho norte-americano. No entanto, no decorrer da tarde, as bolsas em Wall Street e no Brasil iniciaram uma correção técnica e encerraram em território positivo. O dólar também virou e perdeu ante o real e os juros futuros apontaram para baixo.

Valor Online |

A notícia do dia foi o relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. O Departamento de Trabalho daquele país mostrou que foram fechadas 84 mil vagas no mês passado, superior ao esperado e motivo de renovação das preocupações com um ambiente recessivo, mesmo depois de a economia dos EUA ter crescido mais de 3% durante o segundo trimestre.

Com a divulgação de tal dado, as vendas se acumularam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que chegou a perder 2,56% e ameaçou romper os 50 mil pontos. Seguindo o sinal externo, o índice começou uma recuperação durante o período da tarde e terminou a sexta-feira com valorização de 1,03%, aos 51.939 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,89 bilhões.

Mesmo com a alta, o índice teve o pior desempenho semanal desde a primeira semana de julho, caindo 6,71%. Em 2008, a queda do Ibovespa está em 18,7%. Desde os 73.516 pontos registrados em 20 de maio (recorde de alta), a baixa é de 29,35%.

No câmbio, o dólar começou o dia assustando ao bater rapidamente os R$ 1,751, maior preço desde fevereiro. Acompanhando o cenário externo e a Bovespa, as compras perderam força e divisa teve a primeira queda em seis sessões ante o real.

Ao final do dia, o dólar valia R$ 1,718 na compra e R$ 1,720 na venda, leve baixa de 0,11%. No entanto, a moeda acumulou alta de 5,2% na semana. Desde a mínima atingida em 1º de agosto, o dólar já subiu 10,32%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda manteve a tendência dos últimos dias e aumentou 0,12%, a R$ 1,718. O volume financeiro somou US$ 192 milhões, 46% menor do que o registrado um dia antes. O giro interbancário caiu pela metade em comparação a quinta-feira, somando US$ 3,1 bilhões.

Além do recuo do dólar, os contratos de juros futuros assimilaram mais um indicador de preços abaixo do esperado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,28% em agosto depois de marcar 0,53% em julho. Fora os dados positivos, cabia uma realização depois da acentuada alta observada na quinta-feira.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava queda de 0,09 ponto percentual, para 14,73% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,15 pontos, a 14,40%, e janeiro 2012 se desvalorizou 0,18 ponto, para 14,11%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,01 ponto, para a 13,39%. Novembro de 2008 encerrou estável a 13,52%. Dezembro de 2008 subiu 0,01 ponto para 13,73%, e o DI para janeiro de 2009 acumulou 0,04 ponto, fechando a 13,96% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.204.900 contratos, equivalentes a R$ 104,29 bilhões (US$ 61,31 bilhões). Tal montante é o maior já registrado desde 24 de julho. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 461.105 contratos, equivalentes a R$ 38,39 bilhões (US$ 22,57 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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