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Mercados: Bovespa subiu 2% e dólar passou a valer menos de R$ 1,570

SÃO PAULO - O cenário externo positivo influenciou os negócios nos mercados brasileiros na terça-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou ao território positivo depois de cinco dias seguidos de baixa e o dólar rompeu o patamar de R$ 1,570. Com outra dinâmica, os juros futuros voltaram a subir na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

O cenário que se desenhava era pouco animador, depois que o banco de investimentos Merrill Lynch anunciou novas baixas contábeis e voltou a passar o chapéu no mercado em busca de US$ 8,5 bilhões para reforçar seu caixa.

No entanto, a alta não esperada no índice de confiança do consumidor norte-americano e a queda no preço do petróleo melhoraram a percepção sobre a economia dos EUA, puxando os investidores para ponta compradora. Em Wall Street, o Dow Jones avançou 2,39%, recuperando as perdas de mais de 2% registradas na segunda-feira, assim como o Nasdaq, que ganhou 2,45%.

Por aqui, o Ibovespa seguiu o tom positivo e, apoiado nas ações da Vale, siderúrgicas e dos bancos, teve alta de 2,06%, para 58.042 pontos. Desde 25 de junho, o índice não fechava um pregão com ganho superior a 2%. O giro financeiro segue baixo, em R$ 4,67 bilhões. O fator positivo do dia foi a presença das corretoras estrangeiras na ponta compradora.

Os 20 minutos finais de sessão foram cruciais para a formação da taxa de câmbio. Depois de operar próximo da estabilidade durante a maior parte da sessão, a venda de moeda estrangeira ganhou força, estimulada pelo de leilão de compra do Banco Central (BC). Com isso, a taxa rompeu o piso de R$ 1,570, marcando nova mínima em mais de nove anos.

Ao final da terça-feira, o dólar comercial valia R$ 1,567 na compra e R$ 1,5687 na venda, recuo de 0,33%. A cotação é a menor desde o R$ 1,558 registrado em 19 de janeiro de 1999.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda apresentou desvalorização de 0,41%, para R$ 1,5685. O volume financeiro somou US$ 393 milhões, cerca de três vezes maior do que o observado na segunda-feira.

A formação dos juros futuros não refletiu a cena externa positiva e o petróleo operando próximo das mínimas em mais de três meses. Os agentes adotaram uma posição mais cautelosa, esperando o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que sai hoje, e ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será apresentada na quinta-feira.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, aumentou 0,06 ponto, a 14,90% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,07 ponto, a 14,65%, e janeiro 2012 avançou 0,09 ponto, para 14,28%.

Entre os curtos, agosto de 2008 perdeu 0,02 ponto, a 12,81%. Setembro de 2008 teve alta de 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 ficou estável em 13,06%, e o vencimento janeiro de 2009 registrou acréscimo de 0,01 ponto, para 13,70%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 411.470 contratos, equivalentes a R$ 34,29 bilhões (US$ 21,76 bilhões), montante 54% maior do que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 225.330 contratos, equivalente a R$ 18,47 bilhões (US$ 11,72 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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