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Mercados: Bovespa sobe mais de 3% e retoma os 55 mil pontos

SÃO PAULO - A quarta-feira foi o dia mais positivo para a Bolsa de valores de São Paulo (Bovespa) desde 30 de julho. Apoiado na forte valorização das ações da Vale, Petrobras e siderúrgicas, o Ibovespa fechou o dia com alta de 3,24%, aos 55.377 pontos. O giro financeiro, no entanto não surpreendeu, somando R$ 4,72 bilhões.

Valor Online |

Além da valorização no preço das commodities, as compras também foram estimuladas por uma série de recomendações de compra ou comentários positivos feitos por bancos e corretoras estrangeiras para Vale, siderúrgicas e bancos.

Segundo o diretor de investimentos da Prosper Gestão de Recursos, Julio César Martins, a valorização hoje pode ser encarada como repique técnico depois das acentuadas perdas amargadas recentemente. Mas mesmo classificada de técnica, tal recuperação tem fundamento em perspectivas positivas para as companhias brasileiras.

O assunto commodities passou a dominar a pauta com os agentes temendo o estouro de uma bolha especulativa. De fato, os preços recuaram e, segundo o especialista, havia sim uma distorção, resultado da queda do dólar entre outros fatores.

Mas Martins também ressalta que existia e ainda existe um consumo crescente e não há sinal de que a oferta vai conseguir avançar nessa mesma proporção.

O que aconteceu foi uma correção. E a tendência das commodities é continuar com elevado patamar de rentabilidade, resume.

Trazendo tal análise para o mercado interno, Martins aponta que o preço das ações brasileiras refletiu nesses últimos meses a contração de fluxo de recursos provocada por essas incertezas com o preço das commodities e não por uma mudança de fundamento.

Um sinal disso é que o preço das ações caiu de forma acentuada, mas as projeções de resultado não sofreram alteração, ou seja, os papéis estão baratos. Além disso, o especialista aponta que mesmo com essa baixa na cotação de algumas matérias-primas, o atual patamar de preço é rentável para os produtores.

A queda não se deu por mudança de fundamento, mas sim por fluxo. Com certeza, quem comprar nesse patamar de preço vai ganhar no médio e longo prazo, diz o especialista.

No curto prazo, Martins diz que o panorama ainda é incerto, pois as notícias que direcionam o fluxo de recursos estão fora do mercado brasileiro. No curto prazo o fluxo segue desgarrado do fundamento.

Puxando os ganhos dentro do índice, o papel PNA da Vale subiu 6,97%, para R$ 37,90. O Goldman Sachs elevou a previsão de lucro da mineradora.

Forte alta também para a ação PN da Petrobras, que liderou o volume de negócios avançando 4,84%, para R$ 34,21. Para Martins, a ação segue atrativa mesmo com as indefinições que ainda pairam sobre a criação de uma nova estatal para gerir as reservas do pré-sal, pois o papel está valendo menos do que valia antes das novas descobertas.

Com o terceiro maior volume de negócios do dia, a ação ON da Companhia Siderúrgica Nacional subiu 5,36%, para R$ 53,80. O Deutsche Bank reiterou recomendação de compra para o papel. Ainda no setor, Usiminas PNA ganhou 6,59%, para R$ 56,11, e Gerdau PN avançou 5,05%, para R$ 29,10.

Entre os bancos, a ação PN do Itaú ganhou 4,16%, para R$ 31,50, e o papel PN do Bradesco subiu 2,70%, para R$ 29,95, e as units do Unibanco valorizaram 2,28%, para R$ 19,28.

Na ponta vendedora, Gol PN recuou 2,58%, para R$ 14,30, Light ON caiu 2,45%, para R$ 23,00, e Eletropaulo PNB desvalorizou 1,91%, para R$ 31,26.

Fora do índice, destaque para a ação ON da MMX Mineração, que disparou 30,84%, para R$ 13,46. O papel subiu depois que saíram relatórios indicando que a companhia pode ser alvo de compra de outras mineradoras.

Bom desempenho também os ativos da BM & FBovespa, que começaram a ser negociados hoje sob o código BVMF3. O papel subiu 7,53%, para R$ 11,84. O preço de listagem foi de R$ 11,01.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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