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Mercados: Bovespa sobe mais de 2% em pregão de recuperação

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passa por um pregão de recuperação nesta terça-feira, reavendo parte da queda de 7,3% acumulada nas últimas três sessões. Por volta das 13 horas, o Ibovespa avançava 2,13%, para 56.793 pontos, com giro financeiro em R$ 2,84 bilhões.

Valor Online |

O diretor da Indusval Corretora, José Costa Gonçalves, observou que, como em outros episódios vistos neste ano, houve exagero nas vendas e agora o mercado recupera um pouco da baixa.

Ainda de acordo com Costa, a retomada acompanha o mercado dos EUA, que se beneficia da desvalorização no preço do petróleo. Há pouco, o Dow Jones subia 1,58% e o Nasdaq ganhava 1,37%.

Na avaliação do diretor, depois de anos de altas expressivas era de se esperar que as commodities passassem por uma correção de preço, mas o importante é que os fundamentos continuam existindo. A demanda segue forte e um sinal de que a expectativa dos empresários é positiva são os volumosos investimentos em aumento de capacidade.

Voltando o foco para o mercado interno, Costa afirma que a situação é confortável. O crédito segue em expansão, a indústria cresce e, com isso, as empresas devem continuar apresentando resultados positivos.

Para o especialista, aos poucos, o ambiente global de negócios começa a melhorar. A questão agora é ver como será o ajuste no lado real da economia norte-americana. Os problemas financeiros, segundo Costa, continuam existindo, mas a sinalização dada pelo governo é de que nenhuma empresa vai quebrar. Tenho a impressão de o que o pior já está passando.

Quanto à atuação do investidor estrangeiro, que sacou R$ 7,62 bilhões na Bovespa durante o mês de julho, Costa faz uma divisão entre aqueles que operam o dia-a-dia e os grandes fundos e instituições de previdência internacional que têm visão de investimento de longo prazo. Esse segundo grupo segue investindo e segurando suas posições, enquanto os primeiros respondem pelo nervosismo do day trade.

No âmbito corporativo, os carros-chefe sustentam o índice. Petrobras PN avançava 0,60%, para R$ 33,09. Vale PNA ganhava 0,81%, para R$ 35,99, e Bradesco PN aumentava 2,72%, para R$ 31,30. A ação PN do Itaú subia 3,42%, para R$ 32,89. O banco fechou o semestre com lucro de R$ 4,084 bilhões, leve alta de 1,7% no comparativo anual.

Bom desempenho também para as siderúrgicas. Usiminas PNA tinha elevação de 1,64%, para R$ 61,90, e CSN ON valorizava 1,26%, para R$ 57,01.

O destaque do pregão segue com o setor aéreo, que se beneficia da redução no preço do petróleo. Gol PN tinha alta de 14,11%, para R$ 18,76, e TAM PN aumentava 9,52%, para R$ 34,94.

Alta de 5,56% para AmBev PN, que valia R$ 98,70. Vivo PN ganhava 5,52%, para R$ 8,97. Duratex PN, América Latina Logística Unit, Embraer ON e Perdigão ON apresentavam valorização superior a 4% cada.

Em direção contrária, Cosan ON recuava 3,19%, para R$ 28,75. E JBS ON caía 2,83%, para R$ 7,20. Os papéis ainda refletem a suspensão dos embarques de carne processada para os Estados Unidos.

O dia reserva a reunião do Federal Reserve (Fed), que na tarde de hoje apresenta sua decisão sobre a taxa de juros norte-americana. A previsão é de estabilidade em 2% ao ano.

No câmbio, o dia positivo aqui e lá fora não influencia na formação da cotação. A moeda estrangeira segue ganhando valor ante o real, recuperando as perdas das últimas sessões. Há pouco, o dólar comercial valia R$ 1,575 na venda, alta de 0,83%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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