SÃO PAULO - As apostas em torno de um corte da taxa básica de juros nos Estados Unido justificam a melhora de humor hoje em Wall Street. Essa inversão de cenário em relação ao pregão de ontem também ecoa no mercado doméstico, onde a bolsa paulista opera agora em forte alta e o dólar persiste em desvalorização.

Instantes atrás, a moeda americana era negociada a R$ 2,191 para a compra e R$ 2,193 para e venda, em baixa de 2,27%. O Ibovespa, por sua vez, operava em alta de 8,14%, aos 31,831 pontos, com giro financeiro de R$ 2,548 bilhões. Ontem a bolsa fechou em baixa de 6,5%. Em Nova York, o Dow Jones sobe 3,16% e o Standard & Poor´s 500 avança 2,80%
Analistas de mercado acreditam que o movimento de hoje se explica pela necessidade de ajuste técnico global depois de semanas de grandes perdas. Nem mesmo dados negativos, como a queda no nível de confiança medido pelo Conference Board, que caiu de 61,4 para 38 neste mês, afeta a ligeira melhora do humor. A expectativa era de 52 pontos para o indicador.

O impulso para as compras hoje vem também da confiança do mercado de que o Federal Reserve cortará o juro básico do país em 0,50 ponto percentual amanhã. No Brasil, cuja reunião ocorre no mesmo dia, o consenso ainda não existe. Uma ala do mercado acredita que o BC deve insistir em sua política de juro mais alto, para evitar pressão inflacionária vindo do dólar mais caro. Outros acreditam que o momento será de parada técnica para avaliar quanto de desaceleração o Brasil importará do exterior com a crise financeira.

Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, lembra, no entanto, que o volume de negócios hoje é pequeno. No câmbio local, o BC fez apenas uma oferta de swap cambial, com colocação de pouco menos de US$ 500 milhões. Isso significaria que a demanda está mais calma.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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