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Mercados: Bovespa sobe 7,34% e dólar cede 5,48% em dia de recuperação

SÃO PAULO - O mercado financeiro brasileiro acompanha a recuperação nas demais praças. A bolsa paulista registra alta relevante e o dólar comercial declina no país, influenciado também por decisões do Banco Central (BC).

Valor Online |

Instantes atrás, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) avançava 7,34%, para 38.224 pontos, com giro financeiro de R$ 1,610 bilhão. O dólar comercial diminuía 5,48%, cotado a R$ 2,1850 para a compra e R$ 2,1870 para a venda. Na mínima registrada até agora, a moeda foi negociada a R$ 2,1750.

Segundo agentes de mercado o desempenho dos ativos domésticos está associado completamente à melhora de perspectivas lá fora. O trabalho dos governos das principais economias desenvolvidas do mundo, durante encontros do G-7, G-20, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, resultaram em novas medidas de proteção aos bancos e de liquidez financeira.

Novas ações coordenadas mostram que, na zona do euro, os créditos interbancários serão garantidos até 31 de dezembro de 2009, em mais uma tentativa de devolver liquidez à região. Soma-se a isso o compromisso de evitar a quebra de outras instituições financeiras com recapitalização. Além disso, o governo inglês vai usar US$ 63 bilhões para recapitalizar os bancos RBS, HBOS e Lloyds TSB.

Os analistas mencionam ainda que o Federal Reserve (Fed) e outros bancos centrais, entre eles o Banco Central Europeu (BCE), informaram acerto para injetar mais liquidez em dólares nos mercados, o quanto for necessário. Ao longo da semana, serão conhecidos os pacotes independentes das principais economias européias.

Complementa o cenário a conclusão da operação de aporte do Mitsubishi UFJ (MUFG) no Morgan Stanley, no valor de US$ 9 bilhões, o que dará ao banco japonês uma participação de 21% no capital do banco norte-americano. A melhora do humor dos investidores foi notada nas bolsas da Ásia, da Europa, além dos Estados Unidos.

Para o mercado doméstico, sobretudo para o segmento cambial, também há influência da decisão do Banco Central (BC), de implantar um programa de liberação integral dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo, sobre os depósitos interfinanceiros e sobre a exigibilidade adicional de depósitos à vista e a prazo. A previsão é de injetar R$ 100 bilhões no mercado.

Mesmo não tendo sido detalhado ainda, o programa deve retirar um pouco da pressão sobre a moeda gerada pelas dificuldades de liquidez. Para Flávio Serrano, economista-sênior do BES, embora a liberação do compulsório tenha influído na queda da moeda americana logo na abertura, o movimento foi garantido pelo leilão der oferta feito pelo BC no fechamento do pregão de sexta-feira.

A autoridade monetária surpreendeu a todos os agentes ao entrar no mercado à vista ofertando moeda às 16h11 de sexta-feira da semana passada, quando o pregão já estava praticamente encerrado. Operadores acreditam que a intenção foi evitar nova alta da moeda logo no começo de segunda-feira caso a situação persistisse ruim no mercado internacional.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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