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Mercados: Bovespa sobe 2,80% e dólar cai 1,38% após zeragem da Aracruz

SÃO PAULO - O mercado acionário brasileiro dá continuidade nesta jornada ao tom positivo visto no encerramento de ontem. Os ganhos seguem impulsionados por ações de bancos, dada a expectativa de novas consolidações após a fusão entre Itaú e Unibanco.

Valor Online |

Mesmo assim, a maioria das ações listadas na bolsa paulista está em valorização.

No câmbio doméstico, a moeda americana opera em baixa desde a abertura, reagindo à zeragem de posições em derivativos cambiais por parte da Aracruz. A notícia diminuiu a pressão de demanda por dólar, que, segundo agentes, vinha subindo nos últimos dias devido a grandes compras por parte da companhia.

Instantes atrás, o Ibovespa marcava alta de 2,80%, aos 39.320 pontos, com giro financeiro de R$ 1,132 bilhão. O dólar comercial, por sua vez, apurava queda de 1,38%, cotado a R$ 2,136 para a compra e R$ 2,138 para a venda.

Para Edson Hydalgo Junior, diretor da Intrade, acredita que a temporada de pânico para as bolsas já ficou para trás e, embora a volatilidade ainda se sustente, os investidores estão mais focados agora no andamento do crédito e nos resultados das empresas.

Em dia de eleição nos Estados Unidos, os índices americanos estão apontando valorização no mercado futuro, o que também oferece conforto para os ganhos locais. Está para sair os dados de encomendas na indústria americana referente a setembro. Os investidores parecem, no entanto, mais focados na decisão da disputa pela presidência do país.

Por aqui, o aumento da atividade industrial apurada pelo IBGE em setembro também surpreendeu os agentes positivamente, ainda que o indicador não tenha captado o pior momento da crise internacional e os reflexos no desempenho da atividade local.

A notícia positiva do dia veio da Aracruz, que anunciou ter chegado a um acordo com os bancos para saldar os compromissos, de US$ 2,13 bilhões, gerados por operações com derivativos cambiais. As ações PNB da empresa lideravam os ganhos no Ibovespa, com alta de 8,02% (R$ 2,96).

Ainda que seja uma notícia ruim pelo que representa de fato em termos de perda, a informação devolve ao setor cambial um certo equilíbrio. Segundo operadores, desde de sexta-feira, a moeda sustentava aumento por conta das operações de compra da companhia. A empresa informou que zerou 97% da exposição a derivativos.

"A zeragem da Aracruz libera um pouco a pressão de curtíssimo prazo, mas ainda pode haver outras companhias na mesma situação. Além disso, quando a moeda cai um pouco acaba gerando uma nova onda de compras para aproveitar preço mais baixo", diz Serrano, explicando que a trajetória da moeda continuará volátil.

Vale notar que o dólar americano também está em queda perante o euro e outras moedas de países emergentes, o que também influencia as operações locais. O economista acredita que, se as condições de liquidez continuarem melhorando no quadro internacional, é possível que a moeda caia abaixo do patamar de R$ 2 no médio prazo.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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