SÃO PAULO -A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) confirma os ganhos da sessão de ontem e firma posição acima dos 59 mil pontos. As ações da Vale, das siderúrgicas e dos bancos continuam liderando os ganhos, puxando uma alta de 2,12% para o Ibovespa, que, por volta das 14h, somava 59.270 pontos.

"Acho que o mercado é para cima. As análises dos grandes bancos indicam que as coisas podem melhorar e melhorar muito no último trimestre do ano", afirma o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo.

O especialista lembra que dentro desse ambiente de grave crise nos Estados Unidos, o Brasil vem se destacando e ganhando comentários positivos de instituições internacionais com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e de gestores de grandes fundos de investimento, como o norte-americano Black Rock.

"Não me deixo levar por esse clima coletivo de realização de lucros. Continuo enxergando o momento como oportunidade de compra", resume.

Quanto à saída do investidor estrangeiro da Bovespa, que já retirou cerca de R$ 7 bilhões em julho, Pecequilo aponta duas razões para tal movimento. A primeira delas é a cobertura de prejuízos em outros mercados, e o Brasil paga o preço por ser o maior centro de liquidez da América Latina. O outro fator, esse mais recente, é a elevação de juros no mercado interno, que deixa a aplicação em renda fixa ainda mais atrativa por ser um momento de incerteza.

As siderúrgicas destacam-se - Metalúrgica Gerdau PN avançava 6,23%, para R$ 34,10. Usiminas PNA subia 5,92%, para R$ 69,17.

Os ganhos por aqui estão alinhados ao dia positivo em Wall Street, onde os investidores receberam um sinal de recuperação no mercado de trabalho. Segundo a ADP, empresa que processa folhas de pagamento, o setor privado norte-americano criou 9 mil vagas em julho, contrariando a previsão de fechamento de 60 mil postos. Os dados oficiais saem na sexta-feira. Por volta das 14h, o Dow Jones ganhava 0,44%.

No entanto, o setor financeiro continua dando sinais de fraqueza. Hoje, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, anunciou uma série de medidas para ampliar seu programa especial de liquidez. O prazo dos empréstimos foi ampliado e os redescontos em regime emergencial que se encerrariam em setembro serão promovidos até janeiro. Além disso, o Fed ampliará a linha de swap de títulos com o Banco Central Europeu (BCE).

No câmbio, o leilão de compra do Banco Central (BC) não conseguiu conter a venda de moeda e o dólar firma posição baixo de R$ 1,570. Por volta das 14h05, a divisa era negociada a R$ 1,562 na venda, queda de 0,51%. O preço é o menor desde janeiro de 1999.

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