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Mercados: Bovespa sobe 2,44% com ajuda de bancos e dólar avança 1,34%

SÃO PAULO - O mercado financeiro opera com sinais independentes nesta jornada, que já mostrou forte volatilidade desde a abertura. A bolsa paulista já inverteu o rumo negativo e opera agora em alta relevante, ajudada pela elevação de ações de bancos após a fusão entre Itaú e Unibanco.

Valor Online |

Há pouco o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) apontava alta de 2,44%, aos 38.166 pontos, com giro financeiro de R$ 922 milhões. O índice já variou de 36.937 pontos no menor patamar a 38.197 pontos na máxima registrada até agora.

Já o dólar comercial persiste em valorização, pressionado por demanda que não chegou a ser contida pelo leilão de moeda à vista feito pelo Banco Central (BC) nesta manhã.

Instantes atrás, a divisa americana era cotada a R$ 2,1870 para a compra e R$ 2,1890 para a venda, com apreciação de 1,34%, o giro interbancário até o momento alcança cerca de US$ 1,300 bilhão. Entre as cotações máxima e mínima, a moeda já oscilou de R$ 2,2090 a R$ 2,1490, respectivamente.

Pedro Galdi, analista de investimentos da corretora SLW, afirma que o mercado acionário local está em descolamento dos índices futuros em Nova York, puxados principalmente por ações do setor bancário.

O movimento se justifica pelo anúncio de fusão de operações do Itaú e do Unibanco. A notícia surpreendeu o mercado, já acostumado a ver a hipótese apenas como rumor. Segundo as instituições, a negociação estava em andamento há 15 meses.

Há pouco, as ações PN do Banco Itaú ganhavam 17,69% (R$ 27,40); as units do Unibanco avançavam 11,35% (R$ 15,30); Bradesco PN subia 6,81% (R$ 26,80) e Banco do Brasil ON aumentava 0,74% (R$ 14,88).

"A notícia empolga pelas grandes mudanças que haverá no ranking do setor financeiro com a consolidação, além disso o anúncio de que a negociação era anterior ao agravamento da crise, afasta idéia de problemas no setor", diz Galdi.

Se o mercado acionário opera puxado por fator local, o dólar, por sua vez, acompanha sinalização global de valorização do dólar. Lá fora alguns indicadores econômicos americanos estão sendo aguardados, o que sustenta a tensão dos agentes em relação à resultados que venham a confirmar desaceleração econômica no país.

Para Ovídio Soares, operador de câmbio da Finabank, além da influência externa, a divisa também sofre pressão de operações técnicas locais. O BC veio oferecer moeda no mercado pronto e acatou ofertas de R$ 2,1875. Mesmo assim, a divisa sustentou o nível de valorização.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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