SÃO PAULO - A quarta-feira foi mais um dia sem tendência única nos mercados brasileiros. A queda no preço das commodities resultou em baixa na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apesar do bom desempenho de papéis da segunda linha. O dólar teve uma pregão de alta ante o real, retomando o patamar de R$ 1,580. Antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os juros futuros curtos apontaram na cima.

Em Wall Street a jornada também foi instável, mas a queda no preço do petróleo segurou os investidores na ponta compradora. Dow Jones subiu 0,26% e o Nasdaq ganhou 0,95%.

O dia foi pontuado por balanços corporativos e pela expectativa quanto à aprovação de um pacote de medidas para minimizar os problemas do setor imobiliário.

Ao final do dia o projeto foi aprovado pelo Congresso e segue agora para o Senado. O planto também contempla ajuda às financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.

As medidas aprovadas permitem, entre outras coisas, que o governo garanta mais de US$ 300 bilhões em hipotecas refinanciadas, estabelece uma recusa fiscal de até US$ 7,5 mil para quem esteja comprando seu primeiro imóvel e cria um novo órgão regulador para acompanhar a Fannie Mae e a Freddie Mac, que sozinhas detém mais de US$ 5 trilhões em hipotecas.

Por aqui, o Ibovespa operou em alta durante boa parte do pregão, mas o recuo acentuado nas ações da Petrobras e as perdas no setor siderúrgico e algumas ações de bancos falaram mais alto. Ao final da quarta-feira, o Ibovespa somou 59.420 pontos, queda de 0,38%. O giro financeiro ficou em R$ 6,16 bilhões.

No câmbio, o dia foi de ajuste com o dólar voltando a ser negociado acima de R$ 1,580, patamar não registrado desde a sexta-feira. No fim da sessão, o dólar comercial foi negociado a R$ 1,582 na compra e R$ 1,584 na venda, valorização de 0,31%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda encerrou com alta de 0,32%, também negociada a R$ 1,584. O volume financeiro somou US$ 426,5 milhões.

Como na terça-feira, a formação dos juros futuros curtos refletiu a divisão do mercado quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), se alta de 0,5 ponto percentual ou 0,75 ponto. Hoje, as curvas assimilam a decisão. Com unanimidade, o colegiado apertou o ritmo de alta puxando a Selic de 12,25% para 13% ao ano.

A reunião do comitê também resultou em um pregão bastante movimentando com transações concentras na ponta curta.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento outubro de 2008 foi o mais negociado, encerrando com alta de 0,05 ponto, a 12,92%. O segundo mais transacionado foi o vencimento janeiro de 2009, que teve elevação de 0,02 ponto, para 13,52%. Ainda na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,08 ponto, projetando 12,65%. Setembro de 2008 subiu 0,04 ponto, para 12,72%.

Entre os mais longos, a queda no preço do petróleo garantiu mais uma sessão de baixa. O contrato para janeiro de 2010 cedeu 0,02 ponto, a 14,91% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,08 ponto, a 14,82%. E janeiro 2012 também diminuiu 0,08 ponto, para 14,52%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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