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Mercados: Bovespa segue em recuperação e retoma os 57 mil pontos

SÃO PAULO - O bom desempenho das ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas mantém a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) descolada da instabilidade externa. Por volta das 12h50, o Ibovespa subia 1,15%, para 57.122 pontos, com giro financeiro em R$ 2,38 bilhões.

Valor Online |

Em Wall Street, os índices ensaiam uma recuperação para o território positivo. Há pouco, Dow Jones perdia 0,09% e o Nasdaq avançava 0,40%.

O assessor de renda variável da Omar Camargo Corretora, Wilson Paese, avalia que o desempenho positivo do mercado brasileiro reflete basicamente a safra de balanços internos positivos e uma recuperação técnica depois das vendas exageradas dos últimos pregões.

Entre as siderúrgicas, Gerdau PN aumentava 1,92%, para R$ 32,30. A companhia fechou o segundo trimestre do ano com lucro de R$ 2,124 bilhões, alta de 85% no comparativo anual. Ainda no setor, CSN ON valorizava 1,06%, para R$ 57,00, e Usiminas PNA avançava 0,81%, para R$ 62,00.

A recuperação no preço de algumas commodities também contribui, estimulando a compra de ações da Petrobras e Vale. Há pouco, o papel PNA da mineradora subia 1,35%, para R$ 36,53. Segundo Paese, há uma grande expectativa quanto aos resultados da Vale, que serão apresentados após o encerramento dos negócios. Ganho também para Petrobras PN, de 2,17%, para R$ 32,90.

O assessor indica, no entanto, que esta melhora tem caráter pontual, pois as incertezas no cenário externo devem garantir elevada volatilidade por mais algum tempo.

Um ponto positivo observado pelo especialista é a redução na pressão vendedora por parte dos investidores estrangeiros. Na análise de Paese, os não residentes saíram da bolsa, mas não do país. Eles estão posicionados em renda fixa esperando esperando uma melhor oportunidade de volta.

Atenção para o segmento de papel e celulose. A Votorantim Celulose e Papel (VCP) anunciou a compra de 28% das ações da Aracruz que estão com a holding Arapar. Com isso, a VCP abre o caminho para assumir o controle da companhia. O valor do negócio é de R$ 2,71 bilhões, ou R$ 21,25 por ação ON.

Há pouco, a ação PNB da Aracruz subia 0,09%, para R$ 10,51, depois de cair mais de 5%. A ação ON, que tem baixa liquidez, perdia 10,84%, para R$ 13,90. Já a ação PN da VCP valorizava 5,39%, para R$ 38,48.

A ação PNA da Braskem avançava 4,47%, para R$ 13,78. A petroquímica fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 383 milhões, cifra 36% maior no comparativo anual, refletindo ganhos com variação cambial.

Na ponta vendedora, GOL PN caía 2,19%, para R$ 18,68, devolvendo parte da alta de mais de 16% acumulada ontem. A ação ON da JBS, dona do frigorífico Friboi, perde valor pelo terceiro dia seguido, depois que os embarques de carne processada para os EUA foram suspensos. Há pouco, a ação recuava 2,94%, para R$ 6,91.

Fora do índice, destaque de alta para a ação ON da varejista Marisa, de 10,28%, para R$ 5,04. A companhia fechou o segundo trimestre com lucro de R$ 29,6 milhões no segundo trimestre, elevação de 35% no comparativo anual.

No câmbio, depois da baixa registrada no começo do pregão, a moeda norte-americana volta a ganhar valor ante o real e retoma o patamar de R$ 1,58, não observado desde 18 de julho. Há pouco, a divisa valia R$ 1,582 na venda, apreciação de 0,50%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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