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Mercados: Bovespa segue em baixa e perde os 51 mil pontos

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em território negativo e já perde os 51 mil pontos. Com isso, a queda acumulada na semana chega a 9% até agora. Por volta das 13h10, o Ibovespa recuava 1,09%, para 50.846 pontos, com giro financeiro em R$ 2,48 bilhões.

Valor Online |

Segundo o diretor da Trust Investimentos, Edson Hydalgo Júnior, o forte mau humor instalado ontem foi perpetuado hoje pelos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, que perde vagas desde o começo do ano.

Pela manhã, o Departamento de Trabalho dos EUA anunciou que foram fechadas 84 mil vagas no mês passado, superando a expectativa de 70 mil. A taxa de desemprego também surpreendeu de forma negativa, avançando de 5,7%, para 6,1%.

De acordo com o especialista, o indicador de emprego vai ao encontro com uma das maiores preocupações que rondam o mercado, que é a estagflação (combinação de economia fraca com inflação alta) nos Estados Unidos. Além disso, o baixo crescimento e preços em alta também assombram a Europa e o Japão, e isso ajuda a explicar a forte aversão a risco que domina os mercados.

Além disso, segue a preocupação com o setor financeiro norte-americano e europeu, onde os investidores temem a quebra de novas instituições.

Analisando o Ibovespa graficamente, Júnior acredita que o índice pode cair até os 48 mil pontos, patamar de preço atingido em agosto do ano passado no auge da crise de crédito subprime, quando o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, começou a cortar as taxas de juros interbancárias para prover liquidez ao sistema financeiro.

Para firmar uma tendência de alta, o Ibovespa teria que recuperar os e se manter acima dos 56.200 pontos, um objetivo um pouco distante agora.

No âmbito corporativo, os carros-chefes continuam perdendo valor. O papel PN da Petrobras recuava 2,03%, para R$ 30,80. De acordo com Júnior, a ação é negociada a apenas duas vezes o valor patrimonial, quando o normal e ser negociado a 5 ou 6 vezes o valor patrimonial, ou seja, o ativo está muito barato.

Perdas também para Vale PNA, que recuava 0,90%, para R$ 35,19. A ação ON da BM & FBovespa continua perdendo valor de forma acentuada. Há pouco, o ativo valia R$ 10,09, baixa de 4,36%.

Entra as siderúrgicas, CSN ON desvalorizava 2,48%, para R$ 47,01. Usiminas PNA caía 1,63%, para R$ 47,46. Ainda dentro do índice, baixa acentuada para Cesp PNB, que caía 6,17%, para R$ 22,50. A estatal não teria conseguido estender as licenças de duas hidrelétricas para além de 2015, passo necessário para a privatização.

Na ponta compradora, o destaque é da CCR Rodovias com alta de 6,57%, para R$ 30,16. Alta acentuada também para Gol PN, que era negociada R$ 14,94, valorização de 5,73%.

No câmbio, apesar de mais um sinal de fraco dinamismo econômico nos Estados Unidos, o dólar continua se fortalecendo, já que a situação na zona do euro também é ruim. Por aqui, a formação da taxa de câmbio segue esse movimento externo com o dólar subindo pelo sétimo dia consecutivo ante o real. Há pouco, a moeda era transacionada a R$ 1,735 na venda, com alta de 0,75%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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