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Mercados: Bovespa segue em baixa; ação da Sadia desaba 35%

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em baixa, refletindo a indefinição sobre o plano de resgate ao setor financeiro e a preocupação dos agendes com perdas financeiras em outras empresas depois que Sadia e Aracruz divulgaram prejuízos em transações com derivativos. Por volta das 14h40, o Ibovespa se desvalorizava 2,87%, para 50.

Valor Online |

341 pontos, com giro financeiro em R$ 3,12 bilhões.

Em Wall Street, os índices seguem sem força, mas o ritmo de vendas cai toda vez que um senador aponta que as negociações estão avançando. Em pronunciamento, o presidente George Bush garantiu que o projeto que prevê US$ 700 bilhões para o setor financeiro será aprovado. A Casa Branca apontou, há pouco, que o acordo deve estar pronto na segunda-feira. O Dow Jones avançava 0,09 %, enquanto o Nasdaq recuava 0,78%.

A falta de definição na cena externa também direciona os negócios com o dólar. Há pouco, a moeda apresentava valorização de 1,53%, valendo R$ 1,850 na venda.

Dentro do Ibovespa, o destaque de venda segue com os papéis PN da Sadia, que desabavam 35,16%, para R$ 6,03. A empresa reconheceu uma perda financeira de R$ 760 milhões com contratos futuros e opções de dólar e títulos podres de algumas instituições incluindo o americano Lehman Brothers, que faliu duas semanas atrás.

Acompanhando a Sadia, a fabricante de papel e celulose Aracruz anunciou perdas com operações financeiras no mercado de câmbio, mas ainda não apresentou o tamanho do rombo. O papel PNB caía 19,50%, para R$ 6,77.

O caso da Sadia e Aracruz está provocando uma série de questionamentos no mercado sobre quem será próxima companhia a admitir perdas com instrumentos financeiros. Pressionadas por analistas e investidores as empresas começam a se pronunciar. PDG Realty, Cosan e Inves Tur divulgaram comunicados negando exposição à variação cambial via derivativos e opções, ou apontando que detêm posições apenas para operações de hedge cambial, sem alavancagem.

De volta ao setor de papel e celulose, o papel PN da VCP, que agora é combinada com a Aracruz, perdia 10,74%, para R$ 31,15. O UBS rebaixou a recomendação para o papel de compra para neutro.

Também no setor de alimentos, Perdigão PN, mesmo sem revelar perda financeiras, se desvalorizava 8,64%, para R$ 35,17.

Perdas também, mas menos acentuadas, para as ações PN da Petrobras, que recuavam 2,71%, para R$ 35,07. Os ativos da Vale ainda refletem os rumores, já desmentidos pela companhia, de menor embarque de minério de ferro para a China e apontam para baixo. O papel PNA caía 4,94%, para R$ 34,05, e o ON apresentava queda de 7,02%, para R$ 38,01.

Descoladas da instabilidade, Light ON tinha alta de 5,76%, para R$ 24,59. TIM Part ON subia 3,44%, para R$ 6,90, e Cesp PNB subia 3,03%, para R$ 17,00.

Fora do índice, os recebíveis de ações da trading agrícola Agrenco subiam 18,18%, para R$ 0,26. Ontem o ativo subiu mais de 60%. Na ponta oposta, o papel ON da empresa de serviços Tempo Participações recuava 18,20%, para R$ 3,64.

(Valor Online)

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