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Mercados: Bovespa segue cena externa e sobe 1,46%; dólar recua 0,43%, para R$ 1,601

SÃO PAULO - Acompanhando a melhora de humor nos mercados externos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa a semana em território positivo. As compras são estimuladas pela queda no preço do petróleo, que ajuda a diminuir as preocupações com a inflação em âmbito global. Por volta das 13 horas, o Ibovespa aumentava 1,46%, aos 60.230 pontos, com giro financeiro em R$ 1,83 bilhão.

Valor Online |

Em Wall Street, os investidores recebem de forma positiva o recuo no preço do barril de WTI, que era negociado por volta dos US$ 140. Há pouco, o Dow Jones ganhava 0,53%, enquanto o Nasdaq ganhava 0,56%.

Atenção também para as notícias corporativas. Segundo o Wall Street Journal (WSJ), a General Motors (GM) planeja o corte de centenas de postos administrativos e a venda ou descontinuidade de algumas de suas marcas. No setor de tecnologia, sugiram novas notícias sobre o interesse da Microsoft em comprar parte ou todo o portal de internet Yahoo.

No câmbio, a tentativa de valorização do dólar foi deixada para trás conforme se fortaleceram os ganhos na Bolsa. Há pouco, a moeda valia R$ 1,601 na venda, decréscimo de 0,43%.

O gestor de renda variável da Umuarama Corretora, Rafael Moyses, notou que, depois da péssima semana passada, o mercado dá uma acalmada, acompanhando a queda no preço do petróleo e os preços atrativos. O investidor vai às compras, mas com muita cautela ainda , ressalva.

Moyses também afirma que o cenário segue bastante complicado, mas que a safra de resultados do segundo trimestre deve fazer a diferença. Empresas com bons números devem chamar de volta os recursos externos perdidos em junho. Se entrar metade do que saiu, a Bovespa deve voltar para os 68 mil pontos.

A saída líquida de R$ 7,4 bilhões no mês passado ajuda a explicar o pior desempenho mensal da Bovespa em mais de quatro anos - o índice perdeu 10,4%. Tal tendência pareceu perdurar na primeira semana de julho, com Ibovespa perdendo 7,7%.

Alguns analistas estão colocando um pouco de terror, mas não vejo dessa forma. Continuo otimista para o final do ano, com a bolsa próxima dos 80 mil pontos , disse Moyses.

Dentro do índice, o destaque fica com o setor siderúrgico, que recupera parte das perdas da semana passada depois que o JP Morgan divulgou relatório com tom positivo citando a demanda interna forte e os preços em elevação.

Puxando a fila, Usiminas ON subia 6,45%, para R$ 67,75. CSN ON ganhava 6,15%, para R$ 63,60, Gerdau PN valorizava 5,96%, para R$ 34,97, e Usiminas PNA avançava 5,82%, para R$ 70,90.

Bom desempenho também para ação PNA da Vale, que aumentava 2,49%, para R$ 44,29. Petrobras PN subia 0,81%, para R$ 43,55. Os bancos também passam por recuperação. A ação PN do Bradesco avançava 2,55%, para R$ 32,11, e Banco do Brasil ON subia 1,47%, para R$ 24,15.

A fabricante de papel e celulose Aracruz deu a largada na temporada de balanços apresentando lucro líquido de R$ 262,1 milhões no segundo trimestre do ano. O resultado é 18% menor no comparativo anual, mas supera os R$ 167,9 milhões obtidos nos três primeiros meses do ano. Há pouco, o papel PNB da companhia subia 1,16%, para R$ 11,28.

Na ponta vendedora, TIM Part ON caía 3,28%, para R$ 5,01. Duratex PN perdia 1,96%, para R$ 30,98, e B2W Varejo cedia 1,61%, para R$ 53,51.

Fora do índice, os BDRs da Laep, empresa que controla a Parmalat, seguem em recuperação, avançando 14,5%, para R$ 2,29.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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