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Mercados: Bovespa saltou 13,42% na reta final e dólar caiu 2,49% ontem

SÃO PAULO - Os mercados globais viveram mais um dia de irracionalidade ontem, dessa vez pelo lado positivo. Mesmo sem razão aparente, as bolsas de Nova York avançaram com força na reta final dos negócios e arrastaram junto a bolsa paulista.

Valor Online |

As taxas de juro futuras também caíram bastante e o dólar declinou mais uma vez, mesmo sem ajuda significativa do Banco Central (BC).

No encerramento do pregão, o Ibovespa marcou elevação de 13,42%, aos 33.386 pontos, na máxima do dia. O giro financeiro foi de R$ 4,907 bilhões, pouco acima do verificado um dia antes. A trajetória de alta se sustentou o dia todo, mesmo havendo motivos concretos que justificassem movimento contrário.

Após ajuste, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,186 na compra e R$ 2,188 na venda, queda de 2,49%. Na mínima do dia, a moeda chegou a cair 4,32%, para R$ 2,147. O giro interbancário foi de R$ 2,5 bilhões. Na roda de dólar pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a divisa saiu a R$ 2,185, com recuo de 2,63% e giro de US$ 135,5 milhões.

Tanto em Wall Street como na bolsa paulista, não houve razão aparente para os ganhos de última hora. Nenhum comentário, nenhum dado relevante, apenas um movimento contrário ao de terça-feira, quando, na hora final de operação, as vendas foram generalizadas.

Nos Estados Unidos, todos os dados aguardados no dia foram negativos. O indicador de preços de casas caiu, bem como a atividade medida pelo Federal Reserve (Fed) de Richmond. Além disso, o índice de confiança dos consumidores americanos medido pelo Conference Board em outubro tombou para 38 pontos, contra 61,4 pontos verificados no mês passado. O mercado esperava que o índice viesse a um nível de 52 pontos.

Alguns agentes ponderam que o humor lá fora antecipa bastante uma possível decisão de corte da taxa de juros americana, projetada em 0,50 ponto percentual, para 1% ao ano, a ser divulgada hoje pelo Comitê de Mercado Aberto (Fomc). Por aqui o Comitê de Política Monetária (Copom) também definirá a taxa Selic, mas as apostas no rumo da política monetária brasileira estão longe de um consenso.

Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, acredita que as compras generalizadas se devem a preços muito baixos. Outros analistas chamam o movimento de ajuste técnico. A expectativa geral é de que outras altas e baixas significativas continuem ocorrendo devido à falta de parâmetros dos mercados sobre qual é o preço justo dos ativos.

Desde ontem, os agentes reportam a melhora da liquidez e a redução do nível de aversão a risco. A taxa Libor, por exemplo, que é uma boa medida desse sentimento de risco, caiu de 3,50% para 3,46% de um dia para outro. Desde a semana passada, essa taxa está retrocedendo gradualmente.

O quadro externo mais otimista também ajudou a queda do dólar comercial. Vanderlei Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, lembra, no entanto, que o volume de negócios foi pequeno comparativamente a outros dias, quando o BC atuou com mais vigor.

Ontem a autoridade monetária realizou apenas uma oferta de swap cambial, previamente agendada, com colocação de US$ 497,6 milhões em contratos com três vencimentos distintos para 2009. "Em dias mais calmos, a tendência do BC é de atuar pouco e guardar munição para os dias em que houver estresse maior", diz Alexandre Horstmann, diretor de gestão da Meta Asset Management.

Outro aspecto importante de pressão local da moeda, que era o temor de grandes exposições de empresas privadas em derivativos cambiais, diminuiu um pouco após os maiores bancos brasileiros informarem se têm e qual seria o volume de compromissos desse tipo que companhias locais teriam com as instituições.

Na BM & F, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram com baixa expressiva, favorecidas por apostas dos investidores sobre o rumo do juro básico local, redução do estresse no cenário externo e diminuição da aversão a risco.

No final do pregão, o DI de janeiro de 2010 caiu 0,72 ponto percentual, a 15,86% ao ano. O vencimento de janeiro 2011 cedeu 0,88 ponto percentual para 16,72% e o contrato de janeiro de 2012 declinou 17,60%, recuo de 0,55 ponto. O DI mais líquido, de janeiro de 2009, encerrou a 13,90% ao ano, com recuo de 0,23 ponto percentual.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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