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SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não resiste à instabilidade externa e passa a operar em território negativo. Devolvendo uma alta de 1,9% observado no período da manhã, por volta das 14h15 o Ibovespa perdia 0,96%, para 33.

767 pontos, com giro financeiro em R$ 1,15 bilhão.

Depois de um começo de sessão instável, as bolsas norte-americanas passam a operar em baixa. Há pouco, o Dow Jones caía 1,61%, enquanto a Nasdaq tinha desvalorização de 1,84%. Os investidores reagem a novos indicadores apontando para a desaceleração da atividade, como o Índice de Preços ao Consumidor (CPI), que caiu 1% no mês passado, e nova queda na construção de novas moradias.

O cenário externo conturbado e o aumento na aversão ao risco abrem espaço para o dólar continuar avançando ante o real. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,371 na venda, alta de 1,89%. O Banco Central já efetuou a venda diária de swap e a operação para rolagem de contratos. Ainda hoje a autoridade monetária oferta de dólares com compromisso de recompra.

Dentro do Ibovespa, os carros-chefes, que lideram a recuperação, agora puxam as perdas. Petrobras PN caía 1,19%, para R$ 19,02, e Vale PNA perdia 1,38%, a R$ 22,82.

Os bancos voltam a perder valor, com a ação PN do Bradesco caindo 0,68%, para R$ 21,85. Itaú PN perdia 1,26%, para R$ 23,50. Sustentando os ganhos, Banco do Brasil ON subia 1,11%, para R$ 13,55.

Como nas últimas três sessões, elétricas e operadoras de telecom seguem em território positivo. Segundo alguns analistas, esses setores têm caráter defensivo em momentos de crise. Telemar PN subia 4,83%, para R$ 27,78. Cteep PN ganhava 4,46%, para R$ 46,07, e Eletropaulo PNB tinha valorização de 3,26%, negociada a R$ 27,85.

Fora do índice, destaque para o papel da LLX Logística, que apontava alta de 8,33%, para R$ 0,91. Já a ação PN da Randon caía 5%, para R$ 6,65.

(Valor Online)