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Mercados: Bovespa retomou os 55 mil pontos e dólar caiu ontem

SÃO PAULO - Mais uma vez, o comportamento do preço das commodities e do dólar nas praças de negociação internacional guiou os negócios nos mercados brasileiros. Na quarta-feira, o tom foi positivo, já que a elevação no preço das matérias-primas puxou o Ibovespa para cima dos 55 mil pontos e estimulou a venda de dólares. Só no mercado de juros futuros que a reação foi adversa, pois produtos básicos em alta prejudicam a expectativa de inflação.

Valor Online |

Em Wall Street, o dia também foi bastante positivo. Os investidores não se assustaram com o aumento no preço do petróleo e repercutiram com entusiasmo o avanço maior do que o esperado nos pedidos por bens duráveis, vendo o indicador como uma sinalização de melhor dinâmica econômica. O Dow Jones cresceu 0,79%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq subiu 0,87%.

Com dois pontos de apoio - commodities e Nova York -, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou parte das perdas acumuladas nas três sessões anteriores. O índice fechou com valorização de 2,13%, aos 55.519 pontos. Contudo, o giro financeiro continua baixo, em R$ 3,58 bilhões. A recuperação foi generalizada, com destaque para Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos.

No câmbio, a perda de valor do dólar ante o euro e a libra estimulou os investidores estrangeiro a retomar o desmanche de posições compradas no mercado futuro, ou seja, parar de apostar contra o real.

Com isso, o dólar comercial fechou o dia valendo R$ 1,620 na compra e R$ 1,622 na venda, queda de 0,61%. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda cedeu 0,67%, encerrando a R$ 1,6205. O volume financeiro somou US$ 481,5 milhões, mais de duas vezes maior do que o registrado na terça-feira. O giro interbancário somou US$ 3 bilhões.

A formação da curva de juros futuros ficou dividida entre novos indicadores apontando arrefecimento da inflação e a valorização das commodities. Vale destacar que o pregão da quarta-feira foi o mais líquido em mais duas semanas.

Os investidores acompanharam o anúncio do Tesouro Nacional, que revisou três das oito metas para o gerenciamento da dívida pública. De acordo com o comunicando enviado pelo Tesouro, o limite total para o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) foi reduzido de R$ 1,54 trilhão para R$ 1,42 trilhão. Também foi anunciada uma redução no intervalo de endividamento pré-fixado, de 35% a 40% para 29% e 32%, e o aumento do limite para a parcela com variação pela taxa Selic, que passou de 25% a 30% para 31% a 34%.

Segundo o Tesouro, com os elevados superávits do governo, há mais dinheiro em caixa, o que permite a redução do endividamento. Mas cabe outra interpretação bem menos otimista. A crise de crédito internacional tirou os doadores de crédito do mercado, o que está tornando a rolagem da dívida mais difícil. Além disso, para atrair o investidor, o Tesouro tem que pagar mais; por isso, o aumento na fatia do endividamento atrelada à taxa Selic.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, avançou 0,01 ponto, a 14,69% ao ano. O vencimento janeiro 2011 fechou estável a 14,26%. E janeiro 2012 desvalorizou 0,02 ponto, para 13,90%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,26%. Novembro de 2008 encerrou a 13,44%, também com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 aumentou 0,02 ponto, encerrando a 13,90% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 447.365 contratos, equivalentes a R$ 37,94 bilhões (US$ 23,17 bilhões), montante 30% maior do que o movimento ontem e o maior desde o dia 8 de agosto. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 184.210 contratos, equivalente a R$ 15,31 bilhões (US$ 9,35 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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