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Mercados: Bovespa reflete cena externa e tem novo pregão de baixa

SÃO PAULO - Em linha com outros mercados mundiais, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) perde valor pelo segundo dia consecutivo. Por volta das 13 horas, o Ibovespa caía 3,12%, para 36.

Valor Online |

606 pontos, com giro financeiro em R$ 1,14 bilhão.

No câmbio, apesar das atuações do BC, que vendeu moeda no mercado à vista e via swap, o dólar segue ganhando valor ante o real. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,152 na compra e R$ 2,154 na venda, alta de 1,65%.

Em Wall Street, os negócios começam de forma negativa, com Dow Jones e Nasdaq recuando 0,86% e 1,59%, respectivamente. Na Europa, os corte de juros não foram suficientes para animar os investidores. Londres perdia 2,68%, e Frankfurt SE desvalorizava 3,41%.

O Banco da Inglaterra (BoE) surpreendeu cortando a taxa básica do país em 1,5 ponto percentual. Com isso, o custo do dinheiro no Reino Unido caiu de 4,5% para 3% ao ano. Pouco depois, o Banco Central Europeu (BCE) apresentou sua decisão. Em linha com o esperado, o juro da zona do euro caiu de 3,75% para 3,25% ao ano.

Para o gestor de renda variável da Umuarama Corretora, Rafael Moyses, a sessão de hoje na Bovespa é um misto de mau humor ocasionado por fracos indicadores externos acompanhados pela continuidade da realização de lucros de ontem.

Moyses também aponta que os agentes operam no aguardo dos dados sobre o mercado de trabalho dos EUA, que serão apresentados amanhã. Hoje, o Departamento de Trabalho apontou que os pedidos semanais por seguro desemprego recuaram na semana passada, mas que o número de norte-americanos que continua recebendo o benefício estatal seguiu avançando, atingindo o maior patamar em 25 anos.

Voltando o foco para o mercado interno, o gestor acredita que o pânico de outubro não deve se repetir. Conforme a situação for se acalmando, os compradores voltarão ao mercado, estimulados não apenas pelo baixo preço dos ativos, mas também pelo menor custo de oportunidade (taxa de juros) no mundo todo.

No âmbito corporativo, o destaque da sessão fica com as ações ON do Banco Nossa Caixa, que disparavam 13,76%, para R$ 45,28, em meio às expectativas de compra da instituição pelo Banco do Brasil. Vale lembrar que esse papel chegou a ser negociado a R$ 20 pouco tempo atrás.

Forte alta também para Cesp PNB. Duas importantes concessões devem ser renovadas, o que abre caminho para que a estatal seja privatizada. Há pouco, o ativo valia R$ 12,69, com ganho de 12,80%.

Acompanhando o preço das commodities, os carros-chefe puxam as perdas dentro do índice. Petrobras PN se desvalorizava 3,71%, para R$ 23,35, enquanto Vale ON caía 3,80%, para R$ 24,79. Entre as siderúrgicas, CSN ON perdia 4,17%, para R$ 25,50.

O setor de construção tem as perdas mais acentuadas dentro do Ibovespa. Refletindo resultado abaixo do esperado Gafisa ON caía 10,58%, para R$ 13,77, Cyrela ON diminuía 10,08%, para R$ 10,61.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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