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Mercados: Bovespa recua 4,7% e dólar testa marca de R$ 2

SÃO PAULO - A retomada das compras observada no fim da sessão de ontem não se confirmou nesta quinta-feira e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai de forma acentuada, para o patamar dos 47 mil pontos. Por volta das 13h15, o Ibovespa recuava 4,73%, aos 47.

Valor Online |

441 pontos. O giro financeiro estava em R$ 2,50 bilhões.

No câmbio, o cenário incerto estimula as compras e o dólar volta a testar o patamar dos R$ 2. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2 na venda, com elevação de 3,89%. O dólar também sobe de forma acentuada ante outras moedas, batendo o maior valor em um ano ante o euro, US$ 1,3791.

As perdas na Bovespa acompanham o mau humor nas bolsas dos Estados Unidos, onde, há pouco, o Dow Jones declinava 2,18% e o Nasdaq cedia 2,75%.

O movimento nas bolsas frustra a expectativa de melhora de ânimo depois que o Senado norte-americano aprovou o plano de resgate do setor financeiro. A atenção recai, agora, sobre a Câmara dos Representantes dos EUA, que pode votar, amanhã, a proposta que foi alterada pelo Senado para incluir medidas que visam aumentar a aceitação do plano, com isenção tributária e garantia maior para os depósitos. Na segunda-feira, os congressistas rejeitaram o plano inicial, causando pânico nos mercados ao redor do mundo.

" Seguimos no mesmo passo. Um mercado cercado por pânico e incerteza " , resume o gestor de renda variável da Ático Asset Management, Fernando Barbará. Ele comentou que a aprovação no Senado era esperada e os agentes aguardam, agora, uma nova votação na Câmara. No entanto, existe uma dúvida sobre o real efeito do pacote. " A idéia cada vez mais consensual é que o plano servirá apenas para evitar um colapso total do sistema e que a economia como um todo já sentiu impacto " , aponta.

Para Barbará, o pacote será aprovado e evitará um colapso, mas o problema é que ninguém sabe quais serão os próximos passos dessa crise.

Segundo o gestor, uma mudança dessa magnitude, intensidade e rapidez na estrutura do sistema financeiro norte-americano faz desse momento algo histórico. " Não sabemos o desenrolar da maior concentração dos bancos, junto com mudanças regulatórias e estatizações, mas sabemos que o resultado vai ser algo muito diferente da estrutura dos últimos 30 anos. "
O especialista também aponta que a destruição de riqueza ocasionada pela desalavancagem dos investimentos financeiros já está afetando a economia real e também modifica as decisões de consumo e investimento das pessoas e empresas.

Em face desse cenário, Barbará afirma que os mercados passarão por um período mais longo de incerteza e volatilidade, mas que, em algum momento, a situação deve se acomodar para, enfim, esboçar uma recuperação. " Ao final disso, o Brasil tem uma chance muito boa de estar bem posicionado para o novo ciclo de crescimento econômico. "
Ainda de acordo com Barbará, essa é a hora do investidor de longo prazo, que aproveita essas quedas mais fortes para comprar tendo como horizonte um prazo superior a dois ou três anos.

De volta ao âmbito corporativo, Petrobras PN perdia 5,01%, a R$ 33,15. Vale PNA desvalorizava 6,75%, para R$ 30,49. Entre os cinco mais negociados, as units da América Latina Logística caíam 11,15%, a R$ 10,04.

Baixa acentuada também para Lojas Renner ON, que valia 9,28% menos, a R$ 21,88, e Bradespar PN declinava 8,04%, a R$ 34,34. Usiminas PNA, Aracruz PNB, Lojas Americanas PN, Brasil Telecom Part PN, VCP PN e Duratex PN caíam mais de 6% cada.

Apenas 6 dos 66 papéis que compõem o índice apresentavam variação positiva. Sabesp ON ganhava 3,16%, a R$ 27,99, TAM PN subia 2,74%, valendo R$ 36,68. Eletropaulo PNA, Comgás ON e Sadia PN também tinham elevação.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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