SÃO PAULO - Depois de cair para o menor patamar de preço desde 15 de abril, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve passar por um pregão de recuperação. A indicação de alta é dada pelo índice futuro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F). O Ibovespa com vencimento em agosto avançava há pouco 0,79%, para 64.600 pontos.

Dia de alta também em Wall Street, onde os investidores aguardam os dados sobre os estoques de petróleo e as encomendas à indústria. Também será apresentado o índice de criação de postos de trabalho da empresa ADP. No âmbito corporativo, atenção para as ações do Yahoo, depois que notícias indicaram que a Microsoft pode fazer nova oferta pela companhia. A rede de cafeterias Starbucks se sobressai depois de anunciar um plano para fechar lojas pouco eficientes.

Na Europa, o dia já é de recuperação depois de acentuadas perdas na sexta-feira. A retomada prevalece mesmo depois do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, dizer que a inflação pode explodir caso não sejam tomadas as medidas necessárias. O BCE tem reunião marcada para amanhã e a previsão é de que seja anunciada uma elevação na taxa básica de juros da região do euro de 4% para 4,25%.

Puxado pelo setor bancário, há pouco, as bolsas de Londres e Frankfurt apresentavam ganhos.

Na sessão de ontem, dados de vendas da General Motors mudaram o humor dos agentes nos Estados Unidos, impulsionando compras no final do pregão que levaram o Dow Jones a encerrar o dia com alta de 0,28%. O Nasdaq também mudou de lado, fechando o dia com valorização de 0,52%.

Por aqui, o Ibovespa fechou a terça-feira com baixa de 2,49%, aos 63.396 pontos, e passou a registrar variação negativa no ano, menos 0,76%. O giro financeiro foi alto, mais de US$ 6,48 bilhões, indicando consistência nas vendas.

Na Ásia, a quarta-feira foi de perda para os principais mercados.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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