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Mercados: Bovespa persiste abaixo dos 40 mil pontos, em queda de 2,15%

SÃO PAULO - Uma ação coordenada de corte de juros por parte de bancos centrais do mundo todo, incluindo o Federal Reserve, não foi suficiente para restaurar o equilíbrio dos mercados financeiros. Embora positiva, a redução dos juros não elimina a tensão dos investidores no curto prazo.

Valor Online |

Instantes atrás o principal índice da Bolsa de valores de São Paulo (Ibovespa) apontava queda de 2,15%, aos 39.274 pontos, com giro de R$ 2,735 bilhões. O indicador já chegou a 37.597 pontos na mínima do dia e chegou a ensaiar uma recuperação ao avançar para a máxima de 40.439 pontos.

Marco Gazel, sócio da M2 Investimentos, avalia que a desalavancagem global ainda é muito alta, e a corrida para sair de ativos de risco e voar para papéis mais seguros ainda prevalece. Com os prejuízos de empresas e bancos lá fora, os agentes também procurar liquidar ganhos por aqui e cobrir posições no exterior.

"A sinalização dos bancos centrais é de que vai ser feito o que for necessário para estabilizar a economia" diz Gazel, lembrando que a reação dos mercados leva em conta o fato de que a atitude dos BCs poderia ter sido feita antes. O mercado já vinha demandando uma ação coordenada do tipo.

"Ainda existe muita incerteza, desconfiança e preocupação. As respostas (ao corte de juros) não são rápidas nem racionais", reforçou. Um outro agente de banco internacional, que preferiu não ser identificado, também afirma que a medida é positiva, mas ela não pressupõe o fim da crise, pois a necessidade de desalavancagem é global e imediata.

Lá fora a situação também não se estabilizou com as notícias. As bolsas da Ásia fecharam em forte baixa e, na Europa, o índice londrino FTSE-100 aponta baixa de 5,60%, o CAC 40 cai 4,23% e o DAX, de Frankfurt, declina 6,75%. Em Wall Street, o Dow Jones opera em queda de 0,37% e o Standard & Poor´s caía 0,09%, mas ambos os índices já oscilaram bastante para cima e para baixo.

A maioria dos papéis da bolsa registrava baixa significativa. Entre as ações em recuperação, os bancos se destacavam. Bradesco PN, mostrava alta de 1,96% (R$ 25,90); Itaúsa PN subia 2,32% (R$ 7,93); as Units do Unibanco registravam aumento de 3,01% (R$ 16,07) e os papéis do banco Itaú lideravam a alta com aumento de 4,70% (R$ 26,70).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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