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Mercados: Bovespa perdeu os 58 mil pontos, dólar recuou e juros curtos subiram após Copom

SÃO PAULO - O preço das commodities deu o rumo para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) direcionou os negócios com o dólar e com as taxas de juros na quinta-feira.

Valor Online |

Lá fora, resultados trimestrais negativos, como o da Ford, que perdeu US$ 8,7 bilhões no trimestre, e dados pouco animadores sobre o setor imobiliário e mercado de trabalho estimularam as vendas em Wall Street. O Dow Jones cedeu 2,43%, maior queda diária em um mês e o Nasdaq caiu 1,97%.

A Bovespa bem que tentou, mas não resistiu à acentuada saída de recursos externo que ficou concentrada em Petrobras, Vale, bancos e siderúrgicas. Com três dias de baixa, o índice perdeu os 58 mil pontos e, pela análise de alguns grafistas, a próxima parada fica entre 56 mil e 53 mil.

Depois de uma breve alta durante a manhã, o Ibovespa terminou o dia aos 57.434 pontos, ou queda de 3,34%. O giro financeiro seguiu elevado, em R$ 6,99 bilhões. Com tal pontuação, a baixa no mês já passa de 11% e o índice acumula desvalorização de 21,8%, entrando no chamado bear market , ou mercado pessimista. O bear market é caracterizado quando o índice de ações cai mais de 20% desde sua máxima recente.

A quinta-feira foi de acentuado ajuste no mercado de juros futuros. Com mais de 2 milhões de contratos negociados, os agentes refizeram suas posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) depois da reunião do Copom.

Na quarta-feira à noite, o colegiado subiu a taxa básica de juros em 0,75 ponto, para 13% ao ano. Não existia consenso, mas a decisão não deixa de surpreender, pois a maioria das apostas se concentrava em nova alta 0,5 ponto.

Com a nova taxa em vigor, os vencimentos curtos apontaram para cima colocando também no preço a possibilidade de um novo ajuste de 0,75 ponto na reunião de setembro.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento agosto de 2008 encerrou o dia com alta de 0,17 ponto, a 12,82%. Setembro de 2008 teve ganho de 0,13 ponto, para 12,85%. Outubro de 2008 valorizou 0,14 ponto, para 13,06%. E o vencimento janeiro de 2009, que teve alta de 0,18 ponto, para 13,70%.

No entanto, o mercado interpretou que a maior agressividade será compensada por um ciclo mais curto de ajuste, o que possibilitou a queda nos vencimentos longos.

O DI para janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com perda de 0,05 ponto, a 14,86% ao ano. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,23 ponto, a 14,59%. E janeiro 2012 recuou 0,27 ponto, para 14,25%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 2.133.955 contratos, equivalentes a R$ 192.55 bilhões (US$ 121,61 bilhões), montante 27% maior que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 442.970 contratos, equivalente a R$ 36,24 bilhões (US$ 22,89 bilhões).

O juro básico de 13% também influenciou a formação da taxa de câmbio. Com juros maiores aqui e ainda negativos nos EUA, a tendência é de que dólares venham buscar rendimento no país. Porém, a saída de estrangeiros da Bovespa segurou o ritmo de baixa na taxa de câmbio.

Depois de cair a R$ 1,574 na mínima, o dólar comercial fechou o dia a R$ 1,5775 na compra e R$ 1,5795 na venda, baixa de 0,28%.

Na roda de pronto da BM & F, a moeda também apresentou desvalorização de 0,28%, para R$ 1,5795. O volume financeiro somou US$ 543 milhões. O giro interbancário foi bastante elevado, mais de US$ 5,35 bilhões, com um grande banco estrangeiro dominando a cena.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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