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Mercados: Bovespa perdeu 8,48% em julho; dólar valeu menos de R$ 1,57

SÃO PAULO - O mês julho terminou da mesma forma que começou para os mercados brasileiros. O ambiente de incerteza envolvendo a economia e o setor financeiro norte-americano e o comportamento errático do preço das commodities mantiveram os investidores longe da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou o mês com perda de 8,48%, o segundo pior desempenho mensal de 2008.

Valor Online |

No câmbio, o dólar ensaiou uma recuperação, mas o ganho do dia foi pouco representativo frente às perdas de julho, que foram de 2,13%. A última vez que a moeda estrangeira ganhou valor durante o mês foi em março.

Os juros futuros encerram o mês com um pouco menos de prêmio, com o vencimento janeiro de 2010, o mais líquido deles, abaixo dos 15%. A visão que ganha força é de que o Banco Central (BC) irá apertar o ritmo de ajuste em 2008, o que melhora a perspectiva de inflação em 2009, e leve a crer em taxas de juros declinantes em 2010.

Na quinta-feira, o Ibovespa seguiu o mercado norte-americano, onde o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abaixo do esperado pesou sobre o humor dos investidores. O Ibovespa terminou em 59.505 pontos, queda de 0,82%. O giro financeiro ficou em R$ 5,3 bilhões. No ano, o índice acumula perda de 6,86%.

Em Wall Street, o Dow Jones fechou o dia com perda de 1,78% e o Nasdaq caiu 0,18%. Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,9% entre abril e junho, contra a previsão que oscilava entre 2% e 2,3%.

O dólar tentou, mas não conseguiu retomar o patamar de R$ 1,570. Depois de bater R$ 1,569 na máxima do dia e cair a R$ 1,556 na mínima, a moeda subiu 0,06%, aos R$ 1,561 na compra e R$ 1,563 na venda. A perda no mês ficou em 2,13%, e no ano, a desvalorização já é de 12,04%, o que coloca o real entre as moedas mais apreciadas entre os emergentes, perdendo apenas para as divisas do Leste Europeu.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 0,03%, para R$ 1,561. O volume financeiro somou US$ 325,75.

No mercado de juros, a esperada ata do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe certa instabilidade ao pregão, mas o número de negócios foi reduzido se comprado ao da véspera.

No documento, o BC afirma que sua intenção é levar a inflação de 2009 para o centro da meta de 4,5% e que fará o que for necessário por quanto tempo for necessário para atingir tal objetivo. A autoridade monetária também parece dar maior peso ao descompasso entre a oferta e a demanda do que aos sinais de queda no preço das commodities.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, avançou 0,04 ponto, a 14,88% ao ano. O vencimento janeiro 2011 ficou estável a 14,55%. E janeiro 2012 teve alta de 0,01 ponto, para 14,15%.

Entre os curtos, agosto de 2008 encerrou o dia com ganho de 0,03 ponto, a 12,83%. Setembro de 2008 marcava 12,85%, sem alteração. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,08%. E o vencimento janeiro de 2009 também aumentou 0,01 ponto, para 13,71%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 408.585 contratos, equivalentes a R$ 33,44 bilhões (US$ 21,38 bilhões), montante 48% menor do que o observado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 196.285 contratos, equivalente a R$ 16,11 bilhões (US$ 10,30 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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