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Mercados: Bovespa passou por recuperação e retomou os 49 mil pontos

SÃO PAULO - A semana chegou ao meio com um tom pouco melhor do que aquele observado na terça-feira. Ao adiantar suas perdas trimestrais e anunciar medidas para levantar recursos, o banco de investimentos Lehman Brothers permitiu que os investidores respirassem um pouco mais aliviados.

Valor Online |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o pregão em alta, recuperando parte da perda de 6,7% amargada na segunda-feira e terça-feira. A formação da taxa de câmbio continuou refletindo a perda de valor das commodities e o fortalecimento global do dólar. Os juros futuros tiveram um pregão bastante instável, com os agentes observando a taxa de câmbio e montado as últimas posições antes da decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que, conforme o esperado, anunciou uma elevação de 0,75 ponto percentual na Selic, agora fixada em 13,75% ao ano.

Em Wall Street, os investidores digeriram o prejuízo de US$ 3,9 bilhões do Lehman e a intenção da instituição de vender participação em banco de investimento e desdobrar a unidade de negócios imobiliários comerciais. O Dow Jones subiu 0,34% e o Nasdaq avançou 0,85%.

Por aqui, o Ibovespa abriu o dia em alta, caiu para 47.606 pontos na mínima da manhã e voltou a se recuperar no decorrer da tarde. Ao final do dia, o índice marcava 49.633 pontos, com elevação de 2,47%. Chamou atenção o volume financeiro de R$ 6,24 bilhões, o maior desde 30 de julho, para dias sem vencimento de opções e índice.

Destaque da sessão para os ativos PNA da Vale, que subiram mais de 5%, e para os PN da Petrobras, que movimentaram mais de R$ 1,5 bilhão.

Os rumores sobre o comportamento das ações da Petrobras chegaram a envolver o megainvestidor George Soros, que estaria se desfazendo de uma posição de US$ 811 milhões montada ao longo do segundo trimestre.

Outro fator que não deixou de causar estranheza é que pouco depois do encerramento, a Petrobras comunicou um estimativa para o campo de Iara, que passa a ter reservas recuperáveis de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de óleo e gás. O campo fica na camada pré-sal da Bacia de Santos.

No câmbio, a taxa começou pressionada, batendo R$ 1,799 na máxima da manhã. Depois, a moeda ensaiou uma correção, caindo para R$ 1,769, mas, no decorrer da tarde, as compras prevaleceram.

Ao final da quarta-feira o dólar era negociado a R$ 1,786 na compra e R$ 1,788 na venda, acréscimo de 0,90%. Com isso, a moeda passou a acumular valorização de 0,62% em 2008. Vale lembrar que até 1º de agosto, a divisa acumulava baixa de 12% ante o real.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda fechou com aumento de 0,85%, encerrando a R$ 1,787. O volume financeiro somou US$ 220,25 milhões.

Os juros futuros começaram o dia bastante pressionados, acompanhando o preço do dólar. No entanto, conforme o pregão evoluía, a ponta longa devolveu os prêmios retidos pela manhã e fechou com forte baixa. Segundo operadores, o acúmulo de prêmio nos últimas dias foi muito exagerado, além disso, a proximidade da decisão do Copom também distorce a formação das taxas.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, mostrava baixa de 0,11 ponto percentual, para 14,71% ao ano, depois de bater 14,91% na máxima. O vencimento janeiro 2011 caiu 0,20 ponto, a 14,35%. Janeiro 2012 desvalorizou 0,21 ponto, para 14,04%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,06 ponto, a 13,52%. Novembro de 2008 aumentou 0,02 ponto, para 13,57%. Dezembro de 2008 subiu 0,03 ponto, a 13,78%, e o DI para janeiro de 2009 acumulou 0,02 ponto, fechando a 13,97% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 881.905 contratos, equivalentes a R$ 75,49 bilhões (US$ 43,03 bilhões), o dobro do registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 321.075 contratos, equivalentes a R$ 26,80 bilhões (US$ 15,28 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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