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Mercados: Bovespa luta para escapar da instabilidade externa; dólar cede 0,37%, para R$ 1,605

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) luta para seguir descolada da instabilidade externa. Depois de subir mais de 1% durante a manhã, por volta 13 horas, o Ibovespa aumentava 0,20%, para 60.374 pontos, com giro financeiro em R$ 2,02 bilhões.

Valor Online |

Segundo o diretor de renda variável do FinaBank, Edson Marcellino, os investidores extrapolaram nas vendas e agora estão ajustando suas posições. No entanto, a tentativa de alta hoje esbarra na forte queda observada nos mercados americanos. Há pouco, o Dow Jones recuava 1,91% e o Nasdaq perdia 1,66%.

Além da alta no preço do petróleo, que testa novas máximas aos US$ 147 o barril, o setor financeiro também preocupa. O foco segue voltado para as financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, que continuam envoltas em rumores de resgate financeiro pelo governo.

Para tentar acalmar os investidores e pôr fim aos rumores, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que o governo não planeja intervir nas companhias. O efeito das declarações, no entanto, foi quase nulo e as ações da Fannie Mae da Freddie Mac seguem caindo mais de 20% cada em Nova York.

Segundo Marcellino, sem eventos internos de grande relevância, o direcionamento da bolsa brasileira é dado pelo cenário externo. Continua essa preocupação com o setor financeiro, que está muito comprometido por ser o grande financiador do subprime. E essa instabilidade deve durar até o final do ano.

Por aqui, o grande senão, segundo o especialista, é o comportamento da inflação, e quão eficaz está sendo o aperto monetário promovido pelo Banco Central (BC).

Na avaliação do diretor, os balanços das empresas brasileiras no segundo trimestre devem ser positivos, mas sua capacidade de impulsionar a valorização das ações é limitada, pois são um retrato de resultados passados. O pessoal acompanha mais as expectativas futuras do que o resultado passado.

Para Marcellino, os balanços do terceiro e quarto trimestre já devem refletir parte da desaceleração projetada para a economia e a turbulência do final do segundo trimestre.

Sustentando o índice em território positivo, a ação PN da Petrobras apresentava valorização de 1,97%, para R$ 40,84. CSN ON subia 1,19%, para R$ 63,75, e Usiminas PNA avançava 1,74%, para R$ 74,79.

Atuando em direção contrária, Vale PNA declinava 1,05%, para R$ 50,46. Bradesco PN perdia 1,36%, para R$ 31,76, e Itaú Banco desvalorizava 1,54%, para R$ 31,20. Ainda no setor financeiro, as units do Unibanco caíam 3,0%, para R$ 19,38.

No setor elétrico, Eletrobrás PNB subia 2,75%, para R$ 26,10, e Cemig PN tinha acréscimo de 1,72%, para R$ 39,49. Ganho acentuado também para Lojas Renner ON, que apontava alta de 3,53%, para R$ 28,99.

No câmbio, o dólar mantém a trajetória de queda ante o real, mas não consegue romper o piso de R$ 1,600. Há pouco, a moeda valia 1,605 na venda, baixa de 0,37%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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