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Mercados: Bovespa ignorou cena externa e começou a semana com alta; dólar caiu abaixo de R$ 1,600

SÃO PAULO - A semana começou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) resistiu à instabilidade externa e fechou com valorização. O dólar perdeu valor ante o real e caiu abaixo do R$ 1,600 pela primeira vez no mês. Mas os juros futuros apontaram para cima, assimilando projeções negativas para o comportamento da inflação.

Valor Online |

Pela manhã, o dia se desenhava de forma positiva tanto aqui quanto lá fora depois que o Tesouro e o Federal Reserve (Fed), banco central americano, anunciaram medidas para garantir liquidez às financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, que caíram forte na semana passada depois de crescente rumores sobre falta de recursos.

O bom humor em Wall Street durou pouco - embora positiva, a ajuda acabou confirmando os temores do mercado, que passou a questionar quem seria o próximo banco ou financeira a precisar de resgate. Com isso, o Dow Jones devolveu os ganhos da manhã e passou a cair, encerrando o dia com decréscimo de 0,41%. O Nasdaq caiu 1,17%.

Por aqui, os investidores mantiveram o tom positivo do começo dos negócios e continuaram na ponta compradora. Apoiado na Vale, Petrobras e ações da segunda linha, como varejistas e construtoras, o Ibovespa terminou com ganho de 0,95%, aos 60.720 pontos. O giro, no entanto, segue baixo, em R$ 4,3 bilhões.

Os operadores já começam a notar, mesmo que de forma tímida, um retorno de capital estrangeiro à bolsa brasileira. Vale lembrar que mês passado, o saldo de negociação direta foi negativo em R$ 7,4 bilhões. Na primeira semana do mês já se fala que outro R$ 1 bilhão tinha ido embora.

O câmbio refletiu a melhora no fluxo de recursos e encerrou em baixa. Pela primeira vez no mês, a divisa ficou abaixo do R$ 1,600.

Em queda desde o começo dos negócios, o dólar comercial fechou com declínio de 0,49%, transacionado a R$ 1,591 na compra e R$ 1,593 na venda. Desde 30 de junho a divisa não caía abaixo do piso de R$ 1,600.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda cedeu 0,31%, a R$ 1,5955. O volume financeiro segue baixo, em US$ 264,5 milhões. No interbancário, a movimentação foi de US$ 3,2 bilhões.

A BM & F informou que iniciou ontem as negociações de dólar pronto no ambiente eletrônico de negociação, GTS (Global Trading System). Dos 82 negócios registrados no dia, 76 ainda foram negociados no pregão viva-voz.

Segundo a bolsa, esse foi o primeiro sistema eletrônico de negociação de câmbio pronto ligado a uma Clearing (Clearing de Câmbio) implantado no Brasil.

Os juros futuros tiveram um pregão de poucos negócios e os agentes aproveitaram os dados negativos do Boletim Focus para realizar lucros depois das perdas da semana passada.

A sondagem do BC aponta Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,48% para 2008, contra projeção anterior de 6,4%. A leitura está cada vez mais próxima do teto da meta, fixado em 6,5%. A estimativa para 2009 também foi reajustada pela quinta semana consecutiva, de 4,91% para 5%.

No entanto, o pano de fundo para os negócios com as taxas futuras dá sinais de mudança, conforme mais analistas passam a comprar a idéia de que o pior da inflação já passou.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2009 subiu 0,03 ponto, a 13,42%, anuais. O DI com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado, elevou 0,04 ponto, a 15,13% ao ano. O vencimento janeiro 2011 valorizou 0,03 ponto, para 15,29%. E janeiro 2012 fechou estável a 15,10%.

Na ponta curta, agosto de 2008 avançou 0,04 ponto, projetando 12,40%. Setembro de 2008 avançou 0,03 ponto, apontando 12,59%. E outubro de 2008 encerrou com alta de 0,02 ponto, a 12,80%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 361.355 contratos, equivalentes a R$ 29,96 bilhões (US$ 18,69 bilhões), montante inferior à média de 584 mil contratos diários da semana passada. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 240.615 contratos, equivalente a R$ 19,55 bilhões (US$ 12,20 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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