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Mercados: Bovespa garantiu alta ontem e dólar subiu para R$ 2,192

SÃO PAULO - A semana começou sem tendência definida para os mercados brasileiros. O pregão começou de forma bastante positiva seguindo o anúncio de plano de mais de US$ 580 bilhões para estimular a econômica chinesa.

Valor Online |

A notícia impulsionou ganhos acentuados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), queda no dólar e, conseqüente, baixa nos juros futuros. No entanto, no decorrer do dia dados provenientes do mercado norte-americano voltaram a pesar sobre o humor dos investidores, somando instabilidade ao pregão.

As vendas ganharam espaço depois que mais uma companhia norte-americana pediu falência. A Circuit City, segunda maior varejista de eletrônicos dos EUA, pediu proteção contra credores sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Antes disso, os investidores já tinham conhecido o prejuízo de US$ 24,45 bilhões da seguradora AIG e a perda de US$ 29 bilhões da financeira hipotecária Fannie Mae.

Na Bovespa, que oscilou entre alta de 5,6% e perda de 1%, o dia ainda encerrou de forma positiva. Com Petrobras e Vale em alta, o Ibovespa garantiu leve valorização, de 0,30%, aos 36.776 pontos. O giro financeiro foi o menor em duas semanas, somando R$ 3,45 bilhões. Em Wall Street, o Dow Jones fechou com baixa de 0,82%, depois de subir mais de 2% pela manhã, e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1,86%.

A virada de humor externo determinou a formação da taxa de câmbio. Depois de bater R$ 2,108 na mínima, o dólar comercial encerrou cotado a R$ 2,190 na compra e R$ 2,192 na venda, elevação de 1,48%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda subiu 1,39%, para R$ 2,190. O giro financeiro ficou em US$ 66,25 milhões, menos da metade do observado na sexta-feira da semana passada.

Os contratos de juros futuros seguem sem tendência definida em pregões marcados pela baixa liquidez. Depois de queda na abertura, os vencimentos terminaram apontado para cima.

A segunda-feira foi carregada em termos de indicadores. Foram apresentados o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), que subiu 0,58% na abertura do mês, maior leitura desde a terceira semana de julho. Na primeira prévia, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou alta de 0,80%, seguindo elevação de 0,55% um mês antes.

Os investidores também acompanharam o boletim Focus, do Banco Central (BC), que apontou a quinta semana consecutiva de reajuste na projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador que baliza a política de metas. A mediana das expectativas subiu de 6,31%, para 6,40%. O prognóstico para 2009 também foi revisado, de 5,06%, para 5,20%.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,01 ponto percentual, para 15,22%. Janeiro 2011 teve ganho de 0,09 ponto, para 15,98%, e janeiro 2012 apontava 16,32%, valorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,57%, aumento de 0,03 ponto. Já o DI para janeiro de 2009 recuou 0,01 ponto, negociado a 13,68%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 203.485 contratos, equivalentes a R$ 17,38 bilhões (US$ 8,04 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 83.285 contratos, equivalentes a R$ 7,09 bilhões (US$ 3,28 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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