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Mercados: Bovespa fecha no menor nível desde 2006 e perde 45% no ano

SÃO PAULO - O mercado financeiro brasileiro voltou a encerrar em ritmo de pânico, pressionado por um conjunto de fatores preocupantes. Além de mais um pronunciamento sobre o risco de recessão, vindo da Inglaterra, as bolsas do mundo inteiro registraram zeragens de posição em ativos de risco.

Valor Online |

Adicionalmente, o temor de demanda global mais enxuta levou a um forte ajuste dos preços das commodities, que tombaram, e ajudaram a derrubar a bolsa paulista para o menor patamar desde 25 de setembro de 2006.

Depois de ficar meia hora paralisado pelo circuit breaker, acionado às 17h18 quando o índice caiu 10,03%, o Ibovespa elevou a baixa para 10,18%, e fechou aos 35.069 pontos. No mês, o índice soma baixa de 29,21% e, no ano, a queda acumulada é de 45,11%. O giro financeiro neste pregão ficou um pouco abaixo da média de US$ 5 bilhões e totalizou R$ 4,424 bilhões. Todos os papéis listados fecharam no vermelho.

Por aqui, a Medida Provisória (MP) 443, que permite que o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal comprem outros bancos, deixou os investidores muito preocupados. Os agentes trabalharam como se a qualquer momento pudesse surgir a notícia de quebra de um banco. Ainda que sinalize precaução, os investidores atuaram como se a decisão tivesse sido tomada, na verdade, para amparar alguma necessidade desse tipo no setor bancário local.

"Isso gerou muito ruído sobre problemas de bancos ao longo do dia", diz Roberto Padovani, economista-chefe do WestLB. Segundo ele, além desse aspecto doméstico, a bolsa reagiu também ao movimento global de zeragem de posições em países emergentes nesta sessão. A fuga para ativos de menor risco teve como resultado forte desvalorização das moedas de economias emergentes, inclusive o próprio real.

Dentre os bancos listado em bolsa, Banco do Brasil ON perdeu 15,36% (R$ 13,88); as units do Unibanco cederam 13,50% (R$ 12,75); Banco Itaú caiu 12,13% (R$ 21,35) e Bradesco PN perdeu 11,49% (R$ 22,49) e
A depreciação na cotação das matérias-primas, motivada pela expectativa de recessão mundial, também afetou os negócios da bolsa paulista, onde predominam papéis de setores ligados a commodities. Os papéis de maior peso no índice caíram bastante: Petrobras PN caiu 7,20%, para R$ 23,20, e Petrobras ON cedeu 7,90% (R$ 27,95); Vale PNA perdeu 8,67%, para a R$ 24,10 e Vale ON caiu 5,68%, para R$ 27,20. Juntas essas ações têm quase 34% do índice.

Padovani lembra ainda que o descontrole do dólar também aumenta a incerteza dos investidores em relação ao impacto que essa variável terá para os negócios das companhias. A apreensão abrange não só aquelas companhias alavancadas em instrumentos derivativos, como Sadia e Aracruz, mas também aquelas que têm endividamento em moeda americana ou, ainda, as que não estão suficientemente protegidas para o movimento importante da divisa.

Entre as maiores baixas do dia lideraram as ações ON da TIM Participações, com queda de 21,91% (R$ 5,45%). As units da ALL cederam 19,75% (R$ 9,91) e as PN da Brasil Telecom Participações declinaram 18,93% (R$ 13,27).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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