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Mercados: Bovespa fecha em baixa de 0,38%; Petrobras puxa as perdas

SÃO PAULO - A acentuada baixa nas ações da Petrobras puxou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o território negativo. Depois de subir cerca de 1%, o Ibovespa fechou o dia com perda de 0,38%, aos 59.420 pontos. O giro financeiro somou R$ 6,16 bilhões.

Valor Online |

Segundo o professor de finanças do Ibmec São Paulo, Ricardo Fontes, não tem como a bolsa brasileira escapar da queda no preço das commodities, dada a grande participação de papéis do setor na composição do índice.

Com o maior peso dentro do Ibovespa, Petrobras PN caiu 3,55%, para R$ 36,10, e o papel ON recuou 3,31%, para R$ 44,01. Segundo o professor, o interessante é que quando o petróleo sobe, a Petrobras não sobe com a mesma força, mas, quando recua, o papel cai com tudo. Hoje, o WTI cedeu quase quatro dólares e passou a valer menos de US$ 125 o barril, menor valor desde o começo de junho.

Essa dependência com cenário externo e matérias-primas garante a volatilidade no curto prazo, mas na avaliação do especialista, outros papéis continuam muito interessantes, com boas oportunidades de compra para quem mira o médio e longo prazo. Não acho que os fundamentos tenham mudando tanto para alguns setores.

Na visão de Fontes, segmentos como siderurgia, bancos e construção estão alinhados com fundamentos de crescimento no longo prazo. Até mesmo as ações de commodities apresentam oportunidade, já que não é visível que o ciclo de valorização das matérias-primas tenha chegado, de fato, ao fim. Os papéis de primeira linha também oferecem uma vantagem em momentos de volatilidade como o atual: a facilidade de entrada e saída, ou seja, liquidez.

Sobre a condução da política monetária brasileira, o professor avalia que por mais que a alta de juros seja negativa para a renda variável, o comprometimento do Banco Central com a estabilidade e com as metas é a sinalização mais importante.

De volta ao âmbito corporativo, a queda nas ações das siderúrgicas também prejudicou o desempenho do índice. Usiminas PNA cedeu 1,30%, para R$ 69,73, Gerdau PN perdeu 2,78%, para R$ 32,86, e CSN ON caiu 2,75%, para R$ 60,29.

As ações PNA da Vale perderam força, mas ainda garantiram fechamento em território positivo. O ativo fechou o dia valendo R$ 40,02, com alta de 0,30%. Na máxima bateu R$ 41,00.

Pelo segundo dia, a queda no preço do petróleo coloca o setor aéreo em evidência. Gol PN ganhou 9,32%, para R$ 16,88, e TAM PN subiu 4,51%, para R$ 33,60. Forte alta também para as construtoras Cyrela e Gafisa, que viram suas ações ON subir mais de 5,5% cada, para R$ 22,80 e R$ 26,75, respectivamente.

Fora do índice, destaque para o papel ON da BR Malls que valorizou 16,23%, para R$ 13,60. Alguns analistas perceberam que o papel da administradora de shopping centers estava barato demais e recomendaram ou reafirmaram compra.

Valorização também para o papel PNA da Suzano Papel e Celulose. O ativo subiu 5,64%, para R$ 26,20. A companhia fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 185,56 milhões, montante 7,8% maior na comparação com igual período do ano passado. A empresa também anunciou um plano de investimento de US$ 6,6 bilhões para ampliar sua capacidade de produção.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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