Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa fecha em alta de 4,37% após corte de juro nos EUA

SÃO PAULO - Depois de desacelerar um pouco a valorização com a divulgação do corte de 0,50 ponto percentual do juro básico americano, para 1% ao ano, a bolsa paulista sustentou ganho relevante e não chegou a cair, ao contrário do que aconteceu em Wall Street, onde as bolsas oscilaram entre altas e baixas antes do fechar no vermelho. O Ibovespa encerrou com alta de 4,37%, aos 34.845 pontos, com giro financeiro de R$ 4,966 bilhões.

Valor Online |

Em valorização o dia todo, o índice alcançou a máxima de 35.765 pontos no fim da tarde. Na BM & F, o contrato de Ibovespa para dezembro subiu 4,71%, para 35.450 pontos. O Dow Jones caiu 0,82% e o Standard & Poor´s 500 cedeu 1,11%.

No entendimento do mercado, a influência externa continua determinante para a bolsa paulista. Mas no quadro local também há fatores relevantes para a retomada das compras no mercado acionário. Além de preços muito atraentes, os agentes ficaram sensivelmente mais tranqüilos em relação à exposição das empresas em derivativos cambiais.

Nesta semana os maiores bancos brasileiros vieram ao mercado informar se tinham exposição, de que tipo e de quanto era. Os bancos não só anunciaram lucros como também retiraram o temor dos investidores em relação ao comprometimento do sistema financeiro. Desde que o governo editou uma medida para autorizar compra de bancos privados por bancos públicos, os investidores passaram a temer problemas no sistema com algum grande banco.

"Acho que o quadro ainda está longe de ser considerado tranqüilo, mas os preços caíram muito e qualquer sinalização de melhora do ambiente estimula os investidores a refazerem posições", diz Newton Rosa, economista-chefe da Sul América Investimentos.

No quadro internacional, o comportamento de redução da taxa Libor dá uma medida de diminuição da aversão a risco e melhora do fluxo interbancário, que vinha sendo bloqueado pela incerteza e pelo empoçamento da liquidez . "Ainda existe receio e cautela grande, mas essa melhora para um mercado que está atrás de pechinchas é uma boa desculpa para comprar", reforça Rosa.

Segundo ele, a decisão do Federal Reserve (Fed) de cortar os juros já era esperada e sinaliza a intenção da autoridade monetária de prover condições para o crescimento econômico após o baque gerado pela crise financeira, que pode jogar a maior economia do mundo em uma recessão. Essa decisão, entretanto, não tira o risco de novos tombos do mercado caso, por exemplo, o resultado do PIB surpreenda negativamente amanhã.

Outro elemento de incentivo para a bolsa doméstica é a forte valorização das commodities, que colaboram para os preços de Vale e Petrobras, que têm grande peso no índice. Analistas ponderam que, com a perspectiva de desaceleração econômica, a tendência desses preços ainda é de queda, mas a trajetória recente pode significar um ajuste técnico, como nos demais ativos globais.

No final da sessão, as ações PNA da Vale subiram 2,39% (R$ 23,50) Os papéis ON da mineradora subiram 3,10% (R$ 25,94). Petrobras PN avançou 6,73% (R$ 21,40) e as ações ON ganharam 7,48% (R$ 26). Bradesco PN subiu 5,78% (R$ 23,05) e BM & FBovespa ON fechou com alta de 15,38% (R$ 5,25).

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG