Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa e dólar subiram; juros caíram na terça-feira

SÃO PAULO - A terça-feira acabou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a primeira alta em três dias. O dólar teve um pregão de recuperação ante o real e os juros futuros longos caíram forte, demonstrando crença do mercado na política monetária do Banco Central (BC)

Valor Online |

Nos Estados Unidos, dia foi francamente otimista, com a queda no preço do petróleo e a estabilidade na taxa de juros levando o Dow Jones a registrar a maior alta diária desde primeiro de abril. O índice aumentou 2,94%, encerrando aos 11.615 pontos. A bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 2,81%.

Conforme o esperado, o Fed manteve a taxa básica de juro dos EUA em 2% ao ano. A decisão teve um voto dissidente. No comunicado, o BC americano observou que a atividade econômica apresentou expansão durante o segundo trimestre, acompanhando os gastos do consumidor e as exportações. No entanto, o mercado de trabalho perdeu força e o setor financeiro continuou sob considerável estresse.

O Fed manteve o discurso preocupado com a inflação, apontando que os índices permanecem pressionados e as expectativas em patamar elevado. O comitê reafirma que espera uma moderação dos preços ainda este ano, mas que a incerteza que envolve o panorama inflacionário continua elevada.

Embora os riscos ao crescimento permaneçam, os riscos de alta da inflação também geram significativa preocupação para o comitê , disse o Fed no comunicando, onde também alerta que atuará conforme o necessário para promover o crescimento e a estabilidade dos preços.

Por aqui, apoiado nas ações dos bancos e da Vale o Ibovespa garantiu alta de 1,55%, para 56.470 pontos. O giro financeiro somou R$ 5,41 bilhões.

No entanto, o desempenho é pouco expressivo se levarmos em conta a queda de 7,3% acumulada nos três dias até segunda-feira, e acentuada valorização em Wall Street.

A questão, segundo os analistas, é o investidor estrangeiro, que segue com forte atuação na ponta vendedora, saindo da bolsa e voltando ao seu país de origem ou migrando para o investimento em taxa de juros.

Tal migração aliada as maiores remessas de lucros e dividendos por parte de empresas também explica o repique de alta no dólar, que teve o maior ganho diário em quase dois meses ante o real, retomando o patamar de R$ 1,570.

Ao final da terça-feira, a moeda subiu 0,76%, negociada a R$ 1,572 na compra e R$ 1,574 na venda. O ganho diário foi o maior desde 10 de junho.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou valorização de 0,84%, para R$ 1,5755. O volume financeiro somou US$ 338,75 milhões, 36% menor que o observado na segunda-feira.

No mercado de juros futuros, as commodities em baixa e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) abaixo do esperado promoveram mais um dia de queda para os vencimentos longos.

A dinâmica da curva é a mesma desde o dia 23 de julho, quando o BC subiu a Selic em 0,75 ponto percentual, para 13% ao ano.

A posição mais impositiva da autoridade monetária promoveu uma mudança da visão dos agentes, que agora esperam um ciclo monetário mais curto e dão credibilidade ao discurso do próprio BC, de que a inflação voltará para o centro da meta já em 2009. É por isso que os vencimentos longos perdem prêmio. Há confiança de que o BC conseguirá eliminar a pressão inflacionária abrindo possibilidade de juros menores no futuro.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, fechou com baixa de 0,08 ponto, a 14,70% ao ano. O vencimento janeiro 2011 perdeu 0,15 ponto, para 14,23%, e janeiro 2012 recuou 0,16 ponto, para 13,83%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para setembro de 2008 cedeu 0,02 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 avançou 0,01 ponto, para 13,09, e janeiro de 2009 fechou estável a 13,74%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 401.460 contratos, equivalentes a R$ 32,96 bilhões (US$ 21,05 bilhões), montante duas vezes menor que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 220.520 contratos, equivalentes a R$ 16,68 bilhões (US$ 10,65 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG