SÃO PAULO - Acompanhando a sinalização positiva proveniente do exterior, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve começar a semana em alta. A indicação de compra vem do mercado futuro, onde o Ibovespa com vencimento em agosto subia 1,54%, para 61.690 pontos.

A melhora de humor aqui e lá fora reflete o plano de resgate anunciado pelo governo dos Estados Unidos as financeiras hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. Ontem, o Tesouro e o Federal Reserve (Fed), banco central americano, revelaram uma série de medidas para manter a liquidez da companhias que detêm mais de US$ 5,2 bilhões em hipotecas.

Entre as medidas anunciadas estão o acesso à janela de redesconto do Fed, enquanto o Tesouro buscará aprovação no Congresso para comprar ações e aumentar a linha de crédito para as empresas. O Fed poderá opinar sobre os níveis de capital das financeiras.

O anúncio feito no final de semana pode pôr fim aos crescentes rumores de que ambas companhias não teriam liquidez suficiente para fazer frente aos problemas que assolam o segmento de crédito imobiliário.

Outro ponto a dar ânimo aos investidores na Europa e nos Estados Unidos é a queda no preço do petróleo, que na semana passada testou novas máximas aos US$ 147.

Fora do setor financeiro, o destaque está nas companhias de bebidas. A americana Anheuser-Busch aceitou a oferta de compra da belgo-brasileira InBev. O valor do negócio é de US$ 52 bilhões e resulta na maior cervejaria do mundo.

Na Europa, os ganhos da segunda-feira são fortes. Na Ásia, a segunda-feira foi de baixa para a maioria dos mercados.

Na sexta-feira, o Ibovespa resistiu ao mau humor externo, mas as vendas acabaram se sobressaindo. Depois de operar em alta durante grande parte do pregão, o Ibovespa fechou com baixa de 0,17%, aos 60.148 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,8 bilhões. Em Wall Street, as perdas foram mais acentuadas, com o Dow Jones perdendo 1,14%. O Nasdaq recuou 0,83%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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