Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Mercados: Bovespa descolou de NY e teve leve alta ontem

SÃO PAULO - A atenção dos investidores continuou voltada para Washington durante a quarta-feira, conforme prosseguiam as discussões em torno da aprovação e possíveis alterações no plano de US$ 700 bilhões para salvar o setor financeiro norte-americano. A volatilidade em todos os mercados caiu bastante se comparada aos dias anteriores, mas isso não foi sinal de tranqüilidade e, sim, de compasso de espera. Algo denunciado pelo baixo volume de negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e pelo comportamento errático dos indicadores em Wall Street.

Valor Online |

No âmbito doméstico, o mercado recebeu a primeira indicação clara do efeito da restrição global de crédito por aqui. O Banco Central flexibilizou as regras para os depósitos compulsórios (parcela de recurso que os bancos não podem emprestar) visando liberar mais recursos no mercado.

Foram anunciadas medidas distintas, uma sobre depósitos a prazo, poupança e à vista, que deve resultar na liberação de R$ 5,2 bilhões já na semana que vem, e outra sobre operação de leasing, que deve somar de R$ 8 bilhões no caixa dos bancos.

Em nota, o BC disse que as medidas têm caráter pontual e que o objetivo é " preservar o sistema financeiro nacional dos efeitos da restrição de liquidez que vem sendo observada no sistema financeiro internacional " .

A reação ao anúncio foi menor do que a esperada. A expectativa era de que os bancos, principalmente os de menor porte, recebem bem a medida e que isso se refletiria em valorização das ações, algo que não aconteceu.

No mercado de juros futuros, a leitura foi diversa, mas a interpretação é de que o BC deve aliviar o aperto monetário. Não faz sentido subir a taxa básica de juros para desestimular a economia e liberar dinheiro para os bancos emprestarem.

A questão é que o cenário externo dá nova contribuição à autoridade monetária. Depois da queda no preço das commodities, que aliviou parte das pressões inflacionárias, a preocupação com a atividade começa a diminuir, já que a restrição ao crédito em âmbito global impõe freio ao crescimento.

Na renda variável, com ajuda das ações da Petrobras, a Bovespa seguiu descolada da instabilidade externa e garantiu leve alta de 0,50%, para 49.842 pontos. Chama atenção o baixo giro financeiro, de R$ 4,03 bilhões, o menor desde o dia 1º de setembro, quando um feriado nos Estados Unidos limitou o volume a R$ 1,99 bilhão.

Em Wall Street, o Dow Jones oscilou inúmeras vezes entre perdas e ganhos até fechar o dia com leve baixa de 0,27%. Em direção contrária, o Nasdaq subiu 0,11%.

No câmbio, a incerteza envolvendo o plano norte-americano dá margem para que os investidores continuem montando posições compradas. A estratégia de ´apostar contra´ ou ´especular´ contra o real faz sentido, segundo alguns operadores, dada a incerteza atual.

Os agentes continuam reclamando da falta de linhas de crédito para a exportação. O custo de alguns contratos para antecipação de câmbio chegou a subir 70%.

O dólar comercial fechou a quarta-feira com valorização de 1,47%, negociado a R$ 1,856 na compra e R$ 1,858 na venda. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com valorização de 1,19%, a R$ 1,857. O volume financeiro somou US$ 556,75 milhões, o dobro do registrado um dia antes.

Os juros futuros oscilaram com força pela manhã, mas no decorrer da tarde o acumulo de prêmios foi perdendo força e as taxas encerraram sem rumo definido. Os vencimentos longos seguem precificando a instabilidade externa e a alta do dólar, enquanto os curtos tentam operar conforme os fundamentos internos.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,02 ponto percentual, a 14,82% ao ano, depois de bater 14,98% na máxima. O vencimento janeiro 2011 teve valorização de 0,03 ponto, apontando 14,85%. E Janeiro 2012 projetava 14,81%, aumento de 0,09 ponto.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 caiu 0,04 ponto, para R$ 13,61%. Novembro 2008 fechou com baixa de 0,02 ponto, a 13,65%. Dezembro de 2008 encerrou com ganho de 0,01 ponto, a 13,88%, e o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,01 ponto, fechando a 14,07% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 388.880 contratos, equivalentes a R$ 32,65 bilhões (US$ 17,89 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 192.855 contratos, equivalentes a R$ 16,17 bilhões (US$ 8,86 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG