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Mercados: Bovespa descola de NY e garante fechamento no azul

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou a instabilidade observada no período da tarde e garantiu fechamento em território positivo. Depois de oscilar cerca de 2,5 mil pontos entre mínima e máxima, o Ibovespa fechou aos 36.

Valor Online |

776 pontos, ou leve valorização de 0,30%. O giro financeiro foi o menor em duas semanas, somando apenas R$ 3,45 bilhões.

O pregão de hoje pode ser dividido em duas partes. O primeiro momento foi de euforia com a divulgação de um pacote econômico de US$ 586 bilhões pela China. Tal notícia animou as compras pela manhã, puxando alta de 5,6% no Ibovespa.

No decorrer da tarde a realidade voltou a assombrar os investidores, depois que mais uma empresa norte-americana pediu falência. Isso reverteu o sentimento do investidor norte-americano e acabou comprometendo as compras por aqui.

Em Wall Street, com cerca de meia hora para o encerramento da sessão, o Dow Jones perdia 1,03%, enquanto a Nasdaq recuava 2,15%. A Circuit City, segunda maior varejista de eletrônicos dos EUA, pediu proteção contra credores sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA. Antes disso, os investidores já tinham conhecido o prejuízo de US$ 24,45 bilhões da seguradora AIG e a perda de US$ 29 bilhões da financeira hipotecária Fannie Mae.

Voltando o foco para o mercado interno, as medidas comunicadas pelo governo chinês buscam reduzir a restrição de crédito e reativar os setores-base da economia. Com isso, as matérias-primas e empresas relacionadas ganharam destaque nesta segunda-feira.

E foi exatamente esse setor que garantiu os ganhos na bolsa brasileira. O papel PN da Petrobras liderou o volume negociado avançando 2,96%, para R$ 23,95. Vale PNA subiu 3,90%, para R$ 25,25, e Vale ON aumentou 4,69%, para R$ 27,90.

Na avaliação do diretor de investimento da Victoire Finance Capital, Mohamed Mourabet, pacotes de estímulo como o anunciado hoje pela China servem para dar uma base para as empresas de commodities que estão representadas na Bovespa. " Mas a volatilidade continua valendo, esse novo pacote não muda nada estruturalmente. "
O que está claro, na avaliação do especialista, é que o crescimento mundial vai desacelerar praticamente pela metade nos próximos dois a três trimestres. E isso, lentamente, vai atingir a lucratividade das empresas.

Por outro lado, um ponto positivo evidenciado por tal medida, de acordo com Mourabet, é que os governos estão conscientes dessa desaceleração e estão dispostos a tornar esse ajuste menos abrupto.

Segundo o diretor, essa incerteza quanto ao lucro das empresas causa uma dicotomia no mercado brasileiro. O investidor estrangeiro fica dividido entre comprar uma bolsa possivelmente barata, mas com lucros decrescentes. Além de enfrentar o risco cambial, que pode a mitigar o ganho com as ações.

Por outro lado, o investidor local não tem o câmbio para levar em conta, o que faz da Bovespa, segundo Mourabet, um melhor hedge contra inflação e outros sobressaltos, levando em conta um horizonte de dois anos.

Ainda de acordo com o especialista, o lucro das empresas brasileiras deve crescer 12%, em reais, durante 2009. Enquanto em dólares, isso representa um decréscimo de cerca de 15%. Há dois meses a previsão do especialista era de crescimento de 26% dos lucros, em reais, durante o ano que vem.

De volta ao âmbito corporativo, o papel ON do Banco do Brasil caiu 5,81%, para R$ 14,41. Notícias indicam que o banco está próximo de fechar a compra do Banco Nossa Caixa, que viu suas ações ON ganhar 9,30%, para R$ 53,12. Ainda no setor, Itaú PN apresentou alta de 3,17%, para R$ 26,00, e Bradesco PN subiu 1,14%, fechando a R$ 23,89.

O setor imobiliário voltou a cair de forma acentuada, com o ativo ON da Cyrela perdendo 14,13%, para R$ 7,90. Gafisa ON cedeu 9,46%, para R$ 10,91, e Rossi Residencial ON recuou 9,11%, para R$ 3,39. TIM Part ON e Duratex PN também perderam mais de 9% cada.

Fora do índice, a ação ON da MMX Mineração desabou 21,20%, para R$ 4,57, destoando de seus pares internacionais. Já a ação da OGX Petróleo, outra empresa do Grupo EBX, ganhou 3,05%, para R$ 270,00.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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