SÃO PAULO - Pela segunda vez na semana o pânico toma conta das negociações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que se aproxima do circuit breaker, medida cautelar que pára as negociações automaticamente em caso de oscilação brusca. Seguindo a sinalização externa, por volta das 15h40, o Ibovespa desabava 9,23%, para 45.

200 pontos, com giro financeiro em R$ 4,11 bilhões. Em Wall Street, Dow Jones e Nasdaq caíam 2,94%, e 3,82%, respectivamente.

A máxima "vende tudo a qualquer preço" dita o rumo dos negócios hoje, depois de uma série de notícias negativas. Os mercados de crédito seguem inoperantes apesar do avanço nos trâmites do pacote de ajuda ao setor financeira dos EUA. Além disso, mais uma rodada de dados aponta que, com ajuda aos bancos ou não, a economia dos EUA desacelera de forma acentuada.

A acentuada incerteza externa também puxa uma nova disparada no preço do dólar, que firma posição acima dos R$ 2,0. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 2,036, com valorização de 5,76%.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caía 10,02%, para R$ 31,40; Vale PNA perdia 10,21%, para a R$ 29,360; BM & FBovespa ON tinha baixa de 11,%, para R$ 8,02; Bradesco PN desvalorizava 9,97%, a R$ 27,80; e Vale ON diminuía 11,65%, para R$ 32,1530.

Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Ibovespa com vencimento em outubro caía 0,20%, para 49.300 pontos.

(Valor Online)

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