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Mercados: Bovespa começou semana em baixa; dólar e juros subiram

SÃO PAULO - A semana começou de forma negativa para os mercados brasileiros. A questão não foi tanto o comportamento do dólar e das commodities, mas sim a preocupação com a crise no setor financeiro dos Estados Unidos. Crescem os rumores de que outro grande banco norte-americano poderá pedir falência e que as financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae terão que ser resgatadas pelo governo.

Valor Online |

Em Wall Street, tais rumores aliados à alta no petróleo estimularam uma acentuada correção de preços depois de três dias seguidos de valorização. O Dow Jones fechou o dia com baixa de 2,08% e o Nasdaq perdeu 2,03%.

Por aqui, a falta de liquidez observada na sexta-feira da semana passada se aprofundou na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O giro financeiro foi de apenas R$ 2,58 bilhões, o menor desde o dia 26 de maio.

A cena externa negativa e algumas commodities em baixa resultaram em uma queda de 2,46% para o Ibovespa, que fechou aos 54.477 pontos. Puxando as perdas, as ações da Petrobras caíram mais de 4%, refletindo declarações de representantes do governo de que as licenças de exploração na área do pré-sal podem ser tomadas de volta e que os royalties incidentes sobre a produção podem aumentar.

No câmbio, a moeda ensaiou um ajuste de baixa no começo dos negócios, mas as vendas não se mostraram sustentadas. Segundo os operadores, o que melhor explica o ganho de valor da moeda estrangeira é uma parada no desmanche das posições compradas (apostas contra o real) no mercado de dólar futuro.

Ao fim da segunda-feira, o dólar comercial era negociado a R$ 1,631 na compra e R$ 1,633 na venda, elevação de 0,30%. Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda subiu 0,31%, encerrando também a R$ 1,633. O volume financeiro somou US$ 306,75 milhões.

No mercado de juros futuros, a liquidez segue bastante reduzida, com os agentes sem motivo para alteras as apostas sobre a condução da política monetária.

O avanço da segunda-feira pode ser atribuído à indicação de que a economia segue crescendo de forma acelerada, o que representa um risco de inflação. Tal percepção ganhou força depois que o Banco Central (BC) anunciou que a concessão de crédito continuou subindo em julho e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) captou um aumento na confiança do consumidor em agosto.

No fim da jornada, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,04 ponto, a 14,73% ao ano. O vencimento janeiro 2011 ganhou 0,01 ponto, para 14,30%. Em direção contrária, janeiro 2012 cedeu 0,02 ponto, para 14,01%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 recuou 0,01 ponto, para 12,84. Outubro de 2008 subiu 0,03 pontos, para 13,24%. Novembro de 2008 encerrou a 13,42%, com acréscimo de 0,02 ponto. E o DI para janeiro de 2009 valorizou 0,03 ponto, para 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 195.990 contratos, equivalentes a R$ 16,16 bilhões (US$ 9,56 bilhões), montante 48% inferior ao movimento na sexta-feira da semana passada e um dos menores do ano. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 110.155 contratos, equivalente a R$ 9,14 bilhões (US$ 5,63 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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