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Mercados: Bovespa caiu pelo 3ª dia; dólar e juros recuaram

SÃO PAULO - Os mercados brasileiros fecharam a terça-feira sem tendência definida. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou mais um pregão de baixa, o dólar fechou praticamente estável ante o real e os juros futuros longos apontaram para baixo.

Valor Online |

A instabilidade também deu o tom dos negócios no mercado internacional. O petróleo ganhou valor devido a um furacão que pode chegar ao Golfo do México. Algumas commodities subiram, mas ainda assim o dólar ganhou força ante o euro.

Os investidores também receberam a ata da reunião do dia 5 de agosto do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, quando o colegiado optou pela estabilidade da taxa de juro em 2% ao ano.

O destaque ficou por conta da possibilidade de elevação no custo do dinheiro, mas isso não teve muita influência sobre os negócios. O colegiado também se mostrou bastante preocupado com o ritmo de crescimento da economia e com a inflação, mas parece persistir a dúvida entre conter o avanço nos preços ou arriscar uma desaceleração maior da atividade.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a alta nas ações da Petrobras impediu uma desvalorização mais pronunciada do índice, que fechou aos 54.358 pontos, declínio de 0,22%. O giro financeiro continuou reduzido, apenas R$ 3,27 bilhões.

Em Wall Street, o Dow Jones superou as perdas do dia e fechou com leve aumento, de 0,23%, impulsionado pelas ações do setor de energia. Já a bolsa eletrônica Nasdaq recuou 0,15%.

No câmbio, a moeda norte-americana devolveu os ganhos registrados durante a sessão na última meia hora de negócios. Segundo operadores, é perceptível uma grande resistência no nível de R$ 1,650, ou seja, toda vez que a taxa se aproxima de tal patamar, os vendedores aparecem.

Depois de subir a R$ 1,647 na máxima, o dólar comercial encerrou negociado a R$ 1,630 na compra e R$ 1,632 na venda, leve recuo de 0,06%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda apresentou queda de 0,09%, terminando a R$ 1,6315. O volume financeiro somou US$ 184,5 milhões, redução de 40% sobre o registrado um dia antes.

Além do leilão diário de compra no mercado à vista, o Banco Central (BC) realizou ontem leilão de swap cambial reverso visando rolar os contratos que venceriam no dia 1º de setembro. O BC colocou 79,5% do lote ofertado, assumindo posição credora de US$ 1,043 bilhão no mercado futuro.

Os juros futuros apontaram para baixo, mesmo com a elevação nos preços das commodities no mercado externo e a falta de indicadores no mercado doméstico. Alguns agentes disseram que a curva reflete as coletas positivas de preços, que ajudam a melhorar a perspectiva inflacionária.

Com um enfoque um pouco diferente, o sócio da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, acredita que a baixa liquidez do mercado de juros e a recente elevação nos prêmios de risco mais longos são reflexo da falta de doadores de crédito.

Na avaliação do especialista, a crise financeira internacional se faz sentir por aqui, com os agentes passando a exigir um prêmio mais elevado para prover recursos. Essa visão também é apoiada pela maior dificuldade do Tesouro em suas rolagens de dívida e pelo crescimento contínuo do crédito ao consumo, pois as taxas nessa modalidade são bem maiores do que aquelas ofertas no mercado ou garantidas pelo governo.

No fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,05 ponto, a 14,68% ao ano. O vencimento janeiro 2011 perdeu 0,04 ponto, para 14,26%. Janeiro 2012 cedeu 0,09 ponto, para 13,92%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 avançou 0,02 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,25%. Novembro de 2008 encerrou a 13,43%, também com alta de 0,01 ponto. E o DI para janeiro de 2009 não apresentou oscilação, encerrando a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 340.710 contratos, equivalentes a R$ 27,24 bilhões (US$ 16,73 bilhões), montante 74% maior do que o movimentado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 144.760 contratos, equivalente a R$ 12,02 bilhões (US$ 7,38 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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