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Mercados: Bovespa caiu para 48 mil pontos e dólar voltou a R$ 1,77

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu para o patamar dos 48.400 pontos, o menor desde agosto do ano passado. O dólar subiu a R$ 1,77 e praticamente zerou as perdas do ano. Os juros futuros voltaram a encerrar em alta. Esse é o resumo de um dia bastante negativo para os mercados brasileiros, que refletiram a continuada queda no preço das commodities, a apreciação do dólar e o temor de novas falências no sistema financeiro norte-americano.

Valor Online |

Nos Estados Unidos, a terça-feira também foi de perdas acentuadas. O alívio trazido pelo resgate às financeiras hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae não sobreviveu às preocupações com o Lehman Brothers e suas perdas com o crédito imobiliário. O assunto ganhou corpo depois que saíram notícias indicando que o Banco de Desenvolvimento da Coréia (KDB, na sigla em inglês) não iria mais injetar dinheiro na instituição. Com isso, o papel desabou 45% e puxou vendas em todo do setor financeiro dos EUA. Ao final do dia, o Dow Jones cedeu 2,43%, enquanto o Nasdaq recuou 2,64%.

Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as vendas se acentuaram conforme aumentavam as preocupações em Wall Street. O resultado disso foi a maior queda percentual diária desde 19 de março e Ibovespa no menor patamar desde 16 de agosto de 2007.

Ao final da terça-feira, o principal índice acionário brasileiro registrou baixa de 4,50%, aos 48.435 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,03 bilhões. Com mais essa perda, a desvalorização acumulada em 2008 fica em 24%. Da máxima atingida em maio, a queda livre é de 34%, ou 25.081 pontos.

No câmbio, o dólar encontra espaço para continuar subindo ante o real, apoiado na queda dos preços das matérias-primas, apostas contra o real no mercado futuro e rumores de saída de recursos do mercado brasileiro.

A divisa fechou o dia com valorização de 2,13%, valendo R$ 1,770 na compra e R$ 1,772 na venda. Com isso, o dólar praticamente zera as perdas no acumulado do ano. Vale lembrar que, no começo de agosto, a divisa norte-americana cedia mais de 12% ante o real ao longo de 2008. Até ontem, a baixa acumulada estava em 0,28%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda fechou com valorização de 2,10%, valendo também R$ 1,772. O volume financeiro somou US$ 289,25 milhões.

Os juros futuros continuam acompanhando a cotação do dólar, passando por cima da trajetória de baixa da inflação e da redução no preço das commodities, que também ajuda a melhorar a perspectiva para os preços no futuro. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) já está no preço , como dizem os analistas, que não conseguem enxergar motivo para uma alta menor que 0,75 ponto na Selic.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, verificava alta de 0,04 ponto percentual, para 14,82% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,12 ponto, a 14,55%. Janeiro 2012 se valorizou 0,09 ponto, para 14,25%.

Entre os contratos curtos, o vencimento para outubro de 2008 verificou elevação de 0,04 ponto, para a 13,46%. Novembro de 2008 aumentou 0,01 ponto, para 13,55%. Dezembro de 2008 também subiu 0,01 ponto, para 13,75%, e o DI para janeiro de 2009 teve alta de 0,01 ponto, fechando a 13,95% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 426.705 contratos, equivalentes a R$ 35,42 bilhões (US$ 20,50 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 171.750 contratos, equivalentes a R$ 14,33 bilhões (US$ 8,29 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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