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Mercados: Bovespa caiu abaixo de 55 mil pontos e dólar registrou alta

SÃO PAULO - A relação dólar/commodities voltou a determinar o rumo dos negócios nos mercados brasileiros na terça-feira. O sinal de enfraquecimento da economia européia deu novo fôlego ao dólar e estimulou a venda das commodities. Com isso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a encerrar em baixa, perdendo o nível de 55 mil pontos. O dólar subiu forte ante o real e voltou para cima dos R$ 1,660. Os juros futuros subiram.

Valor Online |

Em Wall Street, a queda acentuada no preço do petróleo, depois que o temido furacão Gustav passou sem muitos estragos, estimulou as compras durante a manhã, mas no decorrer do dia a pressão vendedora foi mais forte. Com isso, o Dow Jones reverteu uma alta de mais de 2% e encerrou com desvalorização de 0,23%. A bolsa eletrônica Nasdaq caiu 0,77%.

Na Bovespa, o declínio nas ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas puxou uma baixa de 1,37% no Ibovespa, que fechou aos 54.404 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,2 bilhões. O destaque ficou com os bancos, que operaram em alta durante todo o pregão acompanhando seus pares internacionais.

No câmbio, além do fortalecimento internacional do dólar, alguns agentes acreditam que os estrangeiros já voltaram a fazer apostas contra o real para aproveitar o movimento mundial de valorização da moeda. No entanto, persiste a idéia de que, no final das contas, a taxa deve recuar, pois o juro elevado garante a entrada de recursos externos.

No encerramento da terça-feira, o dólar comercial era negociado a R$ 1,663 na compra e R$ 1,665 na venda, com aumento de 1,15%. Tal preço não era observado desde o começo de maio.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F) a moeda avançou 1,04%, encerrando a R$ 1,6632. O volume financeiro somou US$ 208 milhões.

Os contratos de juros futuros tiveram um pregão bastante instável, mas as curvas não se afastaram da linha de estabilidade até os instantes finais do pregão, quando os vencimentos longos passaram a apontar para cima. Segundo operadores, tal movimento pode ser caracterizado como um ajuste técnico, pois não teriam saído notícias com força suficiente para mudar a expectativa de condução da política monetária.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava estabilidade a 14,62% ao ano. O vencimento janeiro 2011 subiu 0,07 ponto, a 14,23%, e Janeiro 2012 valorizou 0,09 ponto, para 13,91%.

Entre os curtos, o vencimento para outubro de 2008 avançou 0,02 ponto, para a 13,30%. Novembro de 2008 encerrou a 13,47%, elevação de 0,03 ponto. Dezembro de 2008 não teve alteração, fechando a 13,67%. E o DI para janeiro de 2009 teve acréscimo de 0,01 ponto, a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 416.105 contratos, equivalentes a R$ 34,93 bilhões (US$ 21,24 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 152.510 contratos, equivalentes a R$ 21,71 bilhões (US$ 7,73 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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