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Mercados: Bovespa caiu 3,6% e dólar recuou, mas manteve patamar de R$ 1,600

SÃO PAULO - A quarta-feira foi de acentuado pessimismo nos mercados brasileiros. O motivo de preocupação segue o mesmo: a alta do petróleo pressionando a inflação e reduzindo as expectativas de crescimento mundial.

Valor Online |

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aprofundou as perdas voltando para o patamar de preço não registrado desde março. O mercado brasileiro se aproxima do que se chama de bear market (ou mercado pessimista). Desde a máxima de 73.920 batida no final de maio, o Ibovespa já perdeu mais de 12.800 pontos, ou cerca de 17%.

Nos Estados Unidos, o Dow Jones também ruma para o bear market . O índice caiu 1,46% ontem. As ações da General Motors (GM), que puxaram uma recuperação na terça-feira, foram o destaque de venda ontem, caindo mais de 15% depois que o Merrill Lynch reduziu a recomendação para o papel.

O humor, que já não era dos melhores, piorou de vez aqui e lá fora depois que o petróleo firmou alta e bateu novo recorde de fechamento acima dos US$ 143 o barril.

O Ibovespa aprofundou as perdas, encerrando em baixa de 3,61%, para 61.106 pontos. O giro financeiro seguiu elevado, passando de R$ 6,3 bilhões. No ano, a baixa do índice é de 4,3%, valor modesto se comparado à perda de mais de 15,4% amargada pelo Dow Jones.

A piora de humor não foi suficiente para mudar a trajetória de queda do dólar, mas segurou a moeda acima do patamar de R$ 1,600. Depois de bater R$ 1,593 na mínima, o dólar comercial encerrou o dia com leve baixa de 0,12%, a R$ 1,601 na compra e R$ 1,603 na venda.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda fechou com decréscimo de 0,06%, a R$ 1,603. O volume financeiro foi de US$ 536 milhões.

A falta de novos indicadores de inflação e atividade não impediu outro pregão de alta para os juros futuros, que seguem refletindo a maior aversão ao risco e a crescente incerteza quanto ao cenário de inflação no Brasil.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 avançou 0,07 ponto percentual, para 13,43% anuais. Janeiro de 2010, o mais negociado, acabou com ganho de 0,15 ponto, a 15,34% ao ano. O vencimento janeiro 2011 valorizou 0,13 ponto, para 15,54%. E janeiro 2012 avançou 0,09 ponto, para 15,25%.

Na ponta curta, agosto de 2008 encerrou com alta de 0,05 ponto, para 12,32%. Setembro de 2008 subiu 0,04 ponto, para 12,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 585.355 contratos, equivalentes a R$ 47,66 bilhões (US$ 29,67 bilhões), montante 39% menor do que o movimentado ontem. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 363.355 contratos, equivalente a R$ 29,32 bilhões (US$ 18,26 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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