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Mercados: Bovespa cai pelo quarto dia e volta aos 53 mil pontos

SÃO PAULO - Depois de quatro pregões seguidos de baixa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a operar no patamar dos 53 mil pontos, algo não observado desde 19 de agosto. O Ibovespa fechou o dia aos 53.527 pontos, desvalorização de 1,61%. Destaque para o giro financeiro de R$ 5,08 bilhões, o maior já observado em 15 sessões.

Valor Online |

Segundo o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, as ações da Vale deram certo impulso ao pregão tanto na tentativa de alta quanto na baixa.

Pela manhã, o Ibovespa ensaiou uma retomada, chegando a subir mais de 1%, puxado pelo papel PNA da Vale. A ação subia mais de 4,7% depois que saíram notícias indicando que mineradora teria emplacado um aumento de 20% no preço de minério de ferro vendido para a Ásia, após ter aumentado o preço entre 65% e 71% no início do ano.

Mas à tarde, a própria mineradora desmentiu a história. Com isso, a ação PNA fechou o dia com baixa de 0,65%, negociada a R$ 36,65, com giro financeiro em R$ 937 milhões, o maior do pregão.

Observando o mercado, Dokuzian afirma que os investidores continuam vendendo ações porque estão com medo. Além do receio com os Estados Unidos, a Europa passa a dar sinais de enfraquecimento econômicos e cresce a preocupação com uma contaminação da economia mundial por esse quadro.

Está caindo tudo, até os setores tidos como defensivos. O pessoal está com medo. Quem investir hoje olhando o longo prazo faz um bom negócio, mas a questão é saber quando acaba essa crise, resume.

De volta ao âmbito corporativo, o papel PN da Petrobras seguiu o preço do petróleo e caiu 1,54%, para R$ 32,60. As siderúrgicas também tiveram mais um pregão de baixa. A ação PNA da Usiminas se desvalorizou 3,97%, para R$ 51,18, e CSN ON caiu 2,86%, para R$ 52,16.

Destoando do mercado, alguns bancos seguiram ganhando valor. A ação PN do Bradesco avançou 0,69%, para R$ 30,50, e Itaú PN subiu 1,07%, para R$ 31,13. Já o papel ON do Banco do Brasil fechou a R$ 23,10, queda de 1,02%.

Baixa acentuada para o ativo ON da JBS, empresa que controla o frigorífico Friboi, que perdeu 9,37%, para R$ 5,80. A companhia pode perder sua classificação de crédito em função de uma das aquisições realizadas nos EUA.

O papel PN da Vivo, que subiu forte ontem depois de entrar para lista de recomendações do UBS, caiu 5,63% hoje, para R$ 8,20.

No setor imobiliário, Rossi Residencial perdeu 8,47% de seu valor, fechando a R$ 9,39. Fora do Ibovespa, a Tenda continuou recuando de forma acentuada. Ontem, o papel já tinha perdido 15%, e hoje, desabou outros 23,84%, saindo a R$ 2,97.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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