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Mercados: Bovespa cai mais de 6% em agosto e dólar avança 4,6%

SÃO PAULO - A semana passada acabou de forma negativa para os mercados brasileiros. Além do mau humor externo, os agentes acompanharam a valorização do dólar e a queda no preço das commodities no mercado internacional. Por sinal, o binômio dólar/commodities foi o que deu o tom de todo o mês de agosto e deve continuar no foco dos agentes agora em setembro.

Valor Online |

Em Wall Street, a queda na renda e o baixo consumo do norte-americano estimularam uma realização de lucros depois do otimismo trazido pelo crescimento de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. Com isso, o Dow Jones perdeu 1,47%, enquanto o Nasdaq cedeu 1,83%.

A Bovespa tentou confirmar o patamar de 56 mil pontos, importante resistência técnica, mas as commodities e o humor externo puxaram as vendas. O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 1,24%, aos 55.680 pontos. O giro financeiro se manteve acima de R$ 4 bilhões.

O índice fechou a semana com leve baixa de 0,30%. Mas, em agosto, o Ibovespa perdeu 6,42%, marcando o terceiro mês consecutivo de desvalorização. Em 2008, a queda está em 12,84% e, desde o último recorde de fechamento, registrado em 20 de maio, o índice já recuou 24,26%.

No câmbio, além do sinal externo a formação da taxa refletiu a formação da Ptax (média ponderada da cotação apurada pelo Banco Central e utilizada para a liquidação dos contratos futuros na BM & F), que sempre suscita a briga entre comprados e vendidos.

Depois de cair a R$ 1,621 na mínima e testar R$ 1,640 na máxima, o dólar comercial encerrou a sexta-feira valendo R$ 1,633 na compra e R$ 1,635 na venda, alta de 0,18%.

Na semana, a moeda acumulou valorização de 0,43%, fechando o mês de agosto com ganho de 4,6%. No acumulado de 2008, a divisa ainda apresenta baixa de 7,99%.

Na roda de pronto da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda fechou com decréscimo de 0,15%, encerrando a R$ 1,6297. O volume financeiro somou US$ 228 milhões.

Os juros futuros fecharam o mês da mesma forma que a iniciaram - os curtos pressionados pela política monetária mais austera, e os longos cederam, pois a atuação firme do Banco Central reduz a incerteza inflacionária futura, permitindo expectativa de juros menores já em 2010. A pouca e pontual oscilação da curva durante o mês seguiu dados de inflação e o comportamento do dólar e das commodities.

Ao final do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava baixa de 0,04 ponto, a 14,64% ao ano. O vencimento janeiro 2011 também perdeu 0,04 ponto, a 14,18%. E janeiro 2012 desvalorizou 0,06 ponto, para 13,80%.

Entre os curtos, o vencimento para setembro de 2008 diminuiu 0,01 ponto, para 12,86%. Outubro de 2008 subiu 0,01 ponto, para 13,28%. Novembro de 2008 encerrou a 13,45%, baixa de 0,03 ponto. E o DI para janeiro de 2009 fechou com declínio de 0,02 ponto, a 13,88% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 632.290 contratos, equivalentes a R$ 54,11 bilhões (US$ 33,28 bilhões), montante 67% maior do que o registrado um dia antes e o maior já observado desde o dia 4 de agosto. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 223.720 contratos, equivalente a R$ 18,62 bilhões (US$ 11,45 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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