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Mercados: Bovespa cai 3,9% e dólar recua 3,18% por leilões do BC

SÃO PAULO - O mercado financeiro brasileiro opera com influências distintas nesta jornada. Na Bolsa de Valores de São Paulo a trajetória é negativa e acompanha os índices em Nova York.

Valor Online |

No segmento cambial, o dólar recua perante o real, influenciado pela expectativa em relação aos leilões pré-agendados pelo Banco Central.

Às 12h50, o Ibovespa registrava baixa de 3,93%, aos 30.244 pontos, com giro financeiro de R$ 1,02 bilhão. O desempenho acompanha ainda o pessimismo econômico que ainda predomina em Wall Street. O dólar comercial perdia 3,18%, cotado a R$ 2,2510 para a compra e R$ 2,2530 para a venda.

Segundo agentes de mercado, embora os papéis ligados a commodities ainda sofram por conta da queda de preços internacionais, outros têm recuperação importante. Exemplo disso são os papéis de elétricas. As ações PNB da Eletrobrás sobem 3,73% (R$ 19,45%) e as ON subiam 2,76% (R$ 20,45).

"O primeiro passo para o restabelecimento da normalidade é a redução da volatilidade e é o que estamos vivendo hoje, por enquanto", diz o operador de uma corredora paulistana, que preferiu não ser identificado.

Nos Estados Unidos, o aumento de 2,7% na venda de novas casas em setembro foi uma surpresa para o mercado, que resultou na redução das perdas em Nova York. O Dow Jones tem queda de 1,03% e o Standard & Poor's 500 cede 0,45%.

No segmento cambial, os analistas acreditam que está havendo uma resposta mais efetiva do mercado aos instrumentos do Banco Central para ampliar a liquidez em dólar no país. Depois de altas insistentes na semana passada, o segmento mostrou um pouco mais de acomodação após o BC anunciar quem tem disponíveis até US$ 50 bilhões para ofertar em swap cambial, caso seja necessário.

Para Mário Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, o dólar já abriu com desvalorização devido aos anúncios de leilões no final da tarde de sexta, que já chamavam o mercado para operações de hoje, como o leilão de swap cambial das 12h45 às 13h, e três leilões de linha realizados entre 11h e 11h15.

No leilão de linha, dos três lotes ofertados, com vencimento em 1 de dezembro, 2 de janeiro e 2 de fevereiro, o BC aceitou propostas apenas para os dois últimos. No de janeiro, a taxa de corte para a venda de moeda por parte do BC foi de R$ 2,312, no total de US$ 750 milhões. No segundo vencimento, a taxa de venda foi a mesma: R$ 2,312, com colocação de US$ 500 milhões.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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