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Mercados: Bovespa cai 3%, seguindo preço das commodities

SÃO PAULO - A semana começa com contorno nada positivo na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que segue perdendo valor acompanhando o preço das commodities no mercado internacional. Por volta das 13 horas, o Ibovespa recuava 3,02%, para 55.888 pontos, com giro financeiro em R$ 2,09 bilhões. Tal pontuação é a menor em seis meses.

Valor Online |

O superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian, observou que são as matérias-primas que pesam sobre o mercado e como o setor tem grande composição dentro do Ibovespa acaba arrastando também outros ativos não relacionados.

O fundamento não tem validade agora. Temos empresas maravilhosas, mas o que vale agora é a liquidez. E somos o maior mercado emergente do mundo em termos de liquidez , avalia.

Ainda de acordo com Dokuzian, é visível a saída do investidor estrangeiro, que já sacou mais de R$ 7 bilhões no mês passado, e muitas ordens de stop de posição nas mesas de operação - vendas pré-programadas quando o ativo atinge um determinado preço.

Não se sabe onde encontrar um porto seguro. A valorização se baseou muito nas commodities e agora elas começam a cair e levam a bolsa junto. A situação começa a preocupar um pouco mais.

Não bastasse a incerteza quanto às matérias-primas, o especialista lembra que os problemas envolvendo a economia norte-americana, que ainda sofre com a situação nos setores financeiro e imobiliário, também prejudicam a bolsa brasileira.

No âmbito corporativo, as ações PNA da Vale caem 5,07%, para R$ 36,50, liderando o volume de negociações. Logo atrás vem a ação PN da Petrobras, que declinava 4,66%, para R$ 32,90.

As siderúrgicas também recuam, com a ação PNA da Usiminas desvalorizando 5,21%, para R$ 61,85. CSN ON cedia 4,38%, para R$ 56,70, e Gerdau PN perdia 4,30%, para R$ 31,58.

Entre os bancos, Bradesco PN diminuía 2,78%, para R$ 31,41. A instituição fechou o primeiro semestre deste ano com lucro líquido de R$ 4,105 bilhões, alta de 2,44% sobre os R$ 4 bilhões obtidos nos seis primeiros meses de 2007.

Ainda no setor, Itaú PN desvalorizava 2,43%, para R$ 32,05, e Unibanco Unit tinha perda de 3,55%, para R$ 19,80. Os dois bancos apresentam resultados ainda esta semana.

Baixa acentuada também para os frigoríficos. As exportações de carne processada para os Estados Unidos foram suspensas até que seja verificada a conformidade dos produtos com as regras norte-americanas. A ação ON da JBS, dona da Friboi, caía 6,29%, para R$ 7,59. E o papel ON do Marfrig perdia 4,73%, para R$ 18,10.

Ganhando com a queda do petróleo, TAM PN subia 2,34%, para R$ 31,90, e Gol PN aumentava 1,35%, para R$ 15,71. Valorização também para AmBev PN, que ganhava 1,31%, para R$ 92,20.

Fora do índice, BM & F ON e Bovespa Holding caíam cerca de 7,5% cada, para R$ 12,10 e R$ 17,29, respectivamente.

As ações da LLX, empresa de logística que foi desmembrada da MMX, tem mais um pregão de acentuada perda. Há pouco, o papel ON perdia 18,24%, para R$ 3,72.

Em Wall Street, o Dow Jones ameaça um retorno ao território positivo, recuando apenas 0,12%. Já o Nasdaq cai 0,72%. A melhora de humor segue o recuo no preço do petróleo, que caiu para menos de US$ 120 o barril de WTI.

No câmbio, a piora de sentimento na bolsa impulsiona a correção de preço depois que a moeda ficou abaixo de R$ 1,56 na semana passada. Há pouco, o dólar comercial era negociado a R$ 1,569 na venda, alta de 0,64%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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